segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O que vi e vivi em Guarapuava (até agora)

Meu primeiro semestre em Publicidade chegou ao fim no final de Julho. E junto com ele, também percebi que fizeram quatro meses desde que me mudei para Guarapuava. É engraçado como cresci mais nesse tempo do que no ano passado inteiro.

E como forma de refletir sobre tudo que aprendi e falar sobre a experiência de morar fora, é que decidi fazer esse post. Já fazia um tempinho que eu queria escrever sobre o que eu estava achando da cidade, mas quis esperar até que eu formasse uma opinião mais concreta á respeito do lugar.

PS: Lembrando que a maioria das coisas abaixo são achismos e, assim como eu mudo o tempo todo, eles também podem mudar.

Bom, a lista tá aí, você já pode conferir :)


O pôr-do-sol
Uma das primeiras coisas que eu notei na cidade foi o pôr-do-sol. Na praia, eu era completamente apaixonada pelas tardes ensolaradas, mas em Guarapuava as cores são diferentes. A foto acima foi do primeiro que eu vi e, lembro que ainda com os meus pais, eu estava assustada. 

De morar completamente sozinha em um lugar que eu nem sabia se era bom. Eu sei que vai parecer bem brega, mas esse pôr-do-sol foi pra mim uma espécie de boas vindas. Não sei explicar, só sei que ver isso me fez um bem danado.
O que eu não sabia quando cheguei era que essas cores tão vivas da cidade eram extremamente famosas no estado. Não faço ideia de números ou algo do tipo, mas uma coisa é fato: o pôr-do-sol de Guarapuava realmente se destaca na região <3

A Cidade
Guarapuava ganha disparado de Praia Grande (onde eu morava), no quesito natureza. Não só na minha rua, mas na cidade toda, existem muuitas árvores. 

E como eu nunca vivi em um lugar que fosse arborizado, confesso que ainda fico fascinada toda vez que vou a um parque ou apenas encontro um lugar com tanto verde.
O meu espaço favorito, sem dúvidas, é o Parque do Lago. Ele fica a poucas quadras de casa e é repleto de natureza. Sempre sinto uma paz tremenda quando vou pra lá. Ah, e de vez em quando, ainda rolam umas apresentações no píer, tem coisa mais maravilhosa nessa vida?
Era raríssimo rolar algum show (pago ou gratuito) na minha antiga cidade. Por ficar bem do ladinho de Santos (uma cidade maior que Praia Grande), a maioria das atrações acabavam sendo lá. O que consequentemente, fazia com que eu não fosse em praticamente nada do que rolava por ali. E é nesse sentido que Guarapuava me surpreendeu.
Moro aqui há poucos meses e já ouvi falar de vários cantores e bandas que passaram pela cidade. Em Junho, realizei o sonho de assistir um show do Capital Inicial <3 Acabou não rolando, mas a Pitty também ia fazer um showzinho em Abril. 

Até o Supercombo (Ainda não sei se o show realmente ocorreu, mas a apresentação estava marcada hehe) apareceu em Julho. Então, digamos que, por mais que PG fosse melhor centralizada no país (por ser mais perto de SP), ela nem de longe abrigava tantos eventos assim. 

O Frio
Eu que sempre vivi a vida inteira em praia sob temperaturas altas, sempre considerei que estava "frio" quando eu não passava calor. Confesso que eu não sabia nada sobre o clima de Guarapuava, o que fez com que eu ficasse meio assustada com a primeira frente fria. 
Tomando o sol de cada dia.
Perdi as contas de quantas noites negativaram e de quantos brigadeiros foram feitos pra enfrentar esse friozinho. O importante é que finalmente me acostumei com a temperatura, por mais que eu continue não gostando nem um pouco dela. 

O frio também mudou minha relação com o sol. Quando morava no litoral, eu costumava odiá-lo, já que detestava o calor. Mas agora, aproveitar os (raros) momentos de sol se tornou um hábito de sobrevivência ♥

As Pessoas
Foto: moço desconhecido (juro que não sei o nome dele)
Confesso que tenho tido pouco contato com pessoas que realmente são de Guarapuava, já que a maioria com quem eu falo são de outras cidades. Acredito que este último fato seja o responsável por todo mundo ter se unido tanto :) 

Como todos nós estamos longe de casa (alguns mais, outros menos), se adaptar a um lugar novo com pessoas que estão passando pelo mesmo que você foi infinitamente mais fácil. É engraçada a sensação que frequentemente tenho de conhecer os meus amigos há mais tempo do que realmente conheço. É a beleza da convivência :)

A Faculdade
O Famigerado Bloco Q (de Comunicação).
Confesso que no primeiro dia (e no primeiro mês) de aula, me senti completamente perdida em meio aos corredores e blocos. Ainda tem muita coisa que eu não descobri, mas só de eu já saber onde fica cada departamento já é um grande avanço. 
A praça amorzinho em frente á faculdade.
É engraçado como em um semestre da UNICENTRO, eu me envolvi em mais coisas do que em 1 ano e meio que eu estudei na FATEC. E eu nem culpo a última, acho que por estar mais madura (VELHA), acabei me focando mais em aproveitar tudo que a faculdade tem pra oferecer (já que ela dura só 4 aninhos).
Achei que eu não tinha sorrido durante o trote até ver essa foto.
Foto: Bryan Gonçalves.
Quando comecei a fazer Comércio Exterior, não houve trote porque os veteranos alegaram que "os bichos são protegidos pelo IBAMA". Então, confesso que quando entrei em Publicidade, nem pensei muito sobre isso. Bom, para minha surpresa, desde o primeiro dia, os veteranos daqui interagiram muuuito com os calouros. 

Ao contrário da antiga faculdade que eu fazia, onde ninguém sequer falou com a gente. Sim, teve trote. Mas também aconteceram várias coisas bem legais no meio disso tudo. Acho que essa interação toda fez da minha experiência como caloura completamente diferente da primeira vez. 

E pra melhor, é claro. Eu que pensava em fugir do trote e não socializar com ninguém, acabei me sujando, pedindo dinheiro nas ruas e trabalhando em festa (o que eu amei, confesso ♥).  
Lugar onde ocorreram a maioria das aulas da Oficina :)
Além das aulas na faculdade, me inscrevi na Iniciação Científica (que começa pra valer em agosto \o/) e participei de um projeto bem bacaninha sobre cinema. 

Era uma espécie de oficina, para todas as idades, que tinha como objetivo gravar um curta com celulares <3 Tudo já foi gravadinho e vamos ver o resultado no final desse mês :)

A Saudade
Nick aprovando os cobertores.
Eu nunca havia mudado de cidade e quando morava com a minha família, era uma pessoa relativamente caseira. Resumindo: nunca havia ficado longe deles mais do que uma semana. Então, quando decidi mudar de cidade, achei que eu iria morrer de saudades 24h por dia. 

Eu realmente imaginava, baseada no meu primeiro dia sozinha, que não ia conseguir parar de chorar por um segundo. Mas confesso que, depois que as aulas começaram e eu conheci pessoas, essa saudade se transformou em uma dorzinha que só aparece nos momentos de solidão.

Quando estou distraída (leia-se acompanhada de pessoas), geralmente fico tão imersa no presente que me esqueço de sentir isso, sabe? Então, se você passa ou vai passar um tempo longe de quem você gosta, o segredo é se ocupar.

Outra partezinha do Parque do Lago.





Bom, tá aí o que eu aprendi com a cidade (e com a mudança). Alguém aí já passou por isso também?


Até um próximo post!

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