Pular para o conteúdo principal

Livro: A Culpa é das Estrelas ♥


Sinopse
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. 

Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Antes de ler o livro, eu já havia visto a adaptação de "A Culpa é das Estrelas" para os cinemas. Por ter me divertido tanto com o filme, achei que o livro não chegaria aos pés dele no quesito comédia (já que o longa é recheado de momentos engraçados), porém me enganei. 

Os diálogos escritos são tão irônicos quanto (talvez até um pouquinho mais) àqueles falados pelos atores. O que me leva ao próximo ponto: a adaptação foi extremamente fiel ao livro. Conforme eu devorava as páginas, cenas do filme apareciam na minha cabeça. 

Só que eu mergulhei mais na história ao lê-la do que quando a assisti. Talvez seja porque existem mais detalhes no livro em si ou por eu ter conversado durante o filme todo (sim, sou dessas) ao assisti-lo. 
Consegui me emocionar (algo que não acontece com frequência em livros) em diversos momentos, além de rir com a ironia presente durante a história inteira. Eu me apaixonei pelos personagens (Hazel e Augustus) e adorei a forma como o autor conseguiu criar personalidades tão distintas e interessantes.

"A Culpa é das Estrelas" não fala apenas sobre o amor, mas trata também de reflexões á respeito da vida e da morte. O livro não "romantiza" a doença (como li em algumas resenhas), mas ele mostra como nossas vidas são vulneráveis e insignificantes para o universo. 
E apesar de só ter lido dois livros do John Green, acredito que esta seja uma característica literária do autor. A busca pelo sentido. Quem somos e o que estamos fazendo nesse mundo são perguntas que parecem inquietá-lo o bastante para que ele escreva histórias que contemplem esse tipo de questionamento.

Confesso que fazia um bom tempo que um livro não me prendia e me instigava como este. É como se você PRECISASSE saber o que acontece. Apesar de o enredo ser simples (leia-se não é uma ficção em um futuro distópico com diversos vilões, objetivos e missões), ele te cativa porque você se identifica. 
Por mais que a sinopse prometa um drama, o que acabamos lendo é uma história sobre a vida de pessoas. Sim, elas são doentes, mas a doença não é tudo que elas possuem. John mostra uma perspectiva diferente da nossa, mas ao mesmo tempo, faz com que a gente encontre semelhanças com essas pessoas.

Outro ponto para o autor é a quantidade incrível de frases, metáforas, ironias, analogias e trocadilhos maravilhosos! Seria pedir demais por uma vida repleta de diálogos do livro? ♥
"A Culpa é das Estrelas" é um livro que te emociona, alegra, questiona e faz com que você reflita sobre tudo aquilo que vivemos. O terminei com um sorriso no rosto, cheia de reflexões e coisas para pensar. 

Gosto de livro que faz isso com a gente, nos muda de alguma forma depois que o terminamos. E foi isso que o autor fez comigo. Obrigada, John!

Frases Legais
"(...) não existe glória na doença. Não há propósito nela. Não há honra em se morrer de."



"Ás vezes parece que o universo quer ser notado."


"A nostalgia é um efeito colateral de se estar morrendo."

"Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados."

"É quase como se o modo como você imagina meu "eu morto" dissesse mais sobre você do que sobre a pessoa que eu era ou sobre o que quer que eu seja agora." 

"A escrita não ressuscita. Ela enterra." 

"A tristeza não nos muda, Hazel. Ela nos revela." 

"Ainda que o mundo não tivesse sido feito para os seres humanos, nós tínhamos sido feitos para o mundo."

"As marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes."

"Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações."

"Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo."


Ficha Técnica
Nome: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 286
Ano: 2012


E aí, vocês já leram o livro? Quem não leu, ficou afim de ler?

Até um próximo post!

Fotos: Carol Chagas

Follow my blog with Bloglovin

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

espero que nunca.

Desde os 6 anos, sempre vi a morte perto demais. Nada de substancial me aconteceu nesta idade ou no restante dos anos em relação ao assunto, mas sempre senti que era questão de tempo, mesmo que o tempo em questão acontecesse somente dentro da minha cabeça. Assim como uma grande amiga,  não sei direito o que é intuição e o que é medo.  Frequentemente, essas duas linhas se cruzam e eu não consigo distingui-las muito bem. Pelo sim, pelo não, tento ignorar. Mas sempre imagino que aquela é a exceção da regra quase impraticável que se pratica na minha mente. Vai acontecer, eu sinto, tenho certeza. E nada de ruim acontece. Por mais que eu pense, repense e, de longe, vibre com isso. Não me leve a mal, não torço para que coisas ruins aconteçam, muito menos para que eu esteja certa, não tenho tanto apego à razão, como pudemos ver em todas as linhas acima. Eu  apenas minto para mim mesma e me acredito até que a vida se prove contrária . E para minha angústia, mas felicidade, ela sempre se prova.

pequeno milagre subterrâneo.

Hoje teria sido um bom dia para escrever minhas páginas matinais. Infelizmente, acabei acordando e desacordando muitas vezes, o que me fez levantar tarde. Durante todo o caminho, que percorro ao longo de 3 dias da semana, fui pensando sobre como estava me desencantando com São Paulo. Estava muito cansada, com sono e comecei a pensar sobre como gostei menos da cidade nessa semana. Vim pensando nisso durante o trajeto, até que entrei na linha azul e ouvi sons diferentes aos quais eu estava acostumada. Além daquela sonoridade mecânica com propósito claro de informar em alto e bom som sobre o que acontece no metrô, havia algo mais. Uma canção conhecida tocava e em questão de segundos, ela remexia tudo que havia aqui dentro. Um tamborilar de dedos. Uma guitarra dentro do metrô. Justamente uma guitarra! Me lembrei do quanto gosto de arranhar riffs no violão, do quanto amava ver um antigo amigo em seu instrumento favorito, do único show internacional que fui e amei tanto, da maioria das músic

nublagem momentânea.

Desde minha segunda terra natal, condicionei o milkshake de uma franquia de Minas Gerais a ser minha bebida do pensar. Aquela que quando a gente escolhe e tá sozinha, o pensamento voa. Traz o longe para perto e manda pra quilômetros tudo que está ao nosso redor. Quando voltei a morar na cidade em que cresci, vi no milkshake uma pequena ponte entre meus dois mundos. Como se o canudinho, agora de plástico, antes de papel, pudesse me teletransportar para distâncias mais distantes do que pensei ser possível e com o bônus de não me gerar as famosas dores nos joelhos que nascem das horas encolhidas no semi leito. Hoje pedi o copo pequeno de costume e por alguns minutos, voei enquanto olhava pra janela que dava pra rua principal de um dos centros da cidade. Eu já não morava mais ali, mas também não morava em outro lugar.  Os tempos andavam confusos. Minhas vontades misturadas. A insegurança batendo mais forte em portas que se abriam com uma maior frequência do que eu gostaria. O clima nublado

Fotografando #11

Foto: We Heart It Apesar de Novembro sempre ter sido considerado por mim o melhor mês do ano (já que eu faço aniversário nessa época), ele foi difícil. Em muitos aspectos. Pra falar a verdade, estou feliz que ele acabou, assim alimento aquela falsa ilusão de que dá pra começar de novo.  Mas vamos parar com o mimimi, porque também aconteceram coisas boas: me apresentei com o meu grupo de teatro e a peça não poderia ter sido melhor <3 (até fiz um vídeo mostrando os bastidores ), visitei Curitiba (acabei assistindo o show da Pitty hehe) e gravei vlog falando sobre o que eu aprendi com o teatro .  Ah, também consegui mobilizar uma galerinha para assinar uma consulta pública á respeito de um remédio que o governo planeja parar de distribuir no SUS (meu vô é um dos pacientes que sobrevive graças ao medicamento) e sou eternamente grata a todos que ajudaram . Sério ♥  E confesso que ver essa mobilização virtual por uma causa me fez pensar. Durante boa parte do mês (e na verd

A Verdade Sobre os Desenhos

Como qualquer criança normal, eu passei minha infância assistindo desenhos (ainda assisto haha). Só que quando a gente cresce, passa prestar mais atenção ainda neles. Outro dia, eu descobri alguns significados ocultos de um desenho que eu assistia, e resolvi pesquisar MAIS sobre outros. Veja abaixo. 7 Monstrinhos O desenho era exibido na Tv Cultura. E quem era fã mesmo, tinha até a música de abertura decorada hehe. Tudo muito lindo, mas e se eu te dissesse que ele era uma crítica contra o nazismo? Isso mesmo. De acordo com algumas teorias, os 7 monstrinhos representariam a visão dos alemães sobre os judeus.  Eles eram vistos como monstros, possuíam o nariz bem grande, e olha só que coincidência: No campo de concentração, eram identificados por Números. Um dos personagens usava um pijama listrado bem idêntico ao uniforme que os judeus que eram presos tinham que usar, e eles também moravam no sótão (local onde os judeus se escondiam).  Bob Esponja Para o nosso que

Os Signos dos Cantores

Música é uma das melhores coisas da minha vida e acredito que na de muita gente também. Ela está presente em diversos lugares e nas mais diversas línguas, mas na última semana ela está ainda mais em evidência aqui no Brasil. Sim, estou falando do Rock in Rio ♥  Inspirada nessa vibe musical, decidi fazer um post sobre os cantores, mas de um jeitinho diferente. Quem me conhece, sabe que eu amo astrologia e, geralmente, acho alguma semelhança entre pessoas do mesmo signo.  Então, para celebrar a minha mania de procurar o aniversário dos cantores, resolvi reunir muitos deles em um post :) Lembrando que podem existir diferenças nos perfis que eu descrevi, dependendo do ascendente e da posição das casas , okay? Agora vai lá, ler :P Áries Os arianos são conhecidos por iniciar, colocar em prática coisas que ainda não foram realizadas. E que, por esse motivo, sempre são lembrados por seus feitos.  Áries é o tempo de começos e isso fica ainda mais evidente ao observarmos

Você sabe o que é Guilty Pleasure?

Há alguns anos atrás, vi a seguinte expressão em uma série (tá, foi em Glee): Guilty Pleasure . A tradução livre explica que ela se refere a algo que você gosta, mas que não é considerada como algo legal/bacana na sociedade, f azendo com que você se sinta meio culpado/envergonhado por isso.  Confesso que eu sou a rainha do Guilty Pleasure , gosto de tanta coisa que é considerada boba, que olha, a lista é grande. Desde cantores pop a séries consideradas ruins. O legal de esconder esses gostos da maioria das pessoas é encontrar gente que te entenda (te aceite haha) e que compartilhe a mesma paixãozinha secreta com você.  E olha, quando isso acontece, é extremamente libertador poder ouvir (sem vergonha) aquela música que todo mundo zoa :)  Pensando nisso tudo, resolvi fazer uma lista de coisas que se encaixam nessa expressão e assumir (nem que seja aqui no blog) algumas delas. Quem sabe um dia eu não assumo na vida real também? haha. Musicais Desde a primeira vez que

Trilha Sonora: Simplesmente Acontece

Não sei se vocês perceberam, mas eu meio que amei o filme Love, Rosie (Sim, prefiro o título original). Mesmo já tendo feito um post sobre ele , não pude deixar de comentar a Trilha Sonora.  A história se passa durante muitos anos e a música evolui com ela. Nem preciso dizer que achei esse fato fantástico. Além disso, os nomes variam entre artistas famosos como Beyoncé a outros não tão conhecidos assim, mas incríveis igualmente.  Ah, tem até composição instrumental, que super combina com os momentos das cenas. Resolvi escolher as minhas favoritas e colocar aí embaixo para vocês ouvirem e amarem tanto quanto eu estou amando (:  Algumas delas você só vai gostar mesmo se assistir o filme haha (já falei como é bom lembrar de uma cena ao ouvir uma música).  Lily Allen - Littlest Things Elliott Smith - Son of Sam Lily Allen - Fuck You Kodaline - High Hopes KT Tunstall - Suddenly I See Beyoncé - Crazy in Love G