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espero que nunca.

Desde os 6 anos, sempre vi a morte perto demais. Nada de substancial me aconteceu nesta idade ou no restante dos anos em relação ao assunto, mas sempre senti que era questão de tempo, mesmo que o tempo em questão acontecesse somente dentro da minha cabeça. Assim como uma grande amiga,  não sei direito o que é intuição e o que é medo.  Frequentemente, essas duas linhas se cruzam e eu não consigo distingui-las muito bem. Pelo sim, pelo não, tento ignorar. Mas sempre imagino que aquela é a exceção da regra quase impraticável que se pratica na minha mente. Vai acontecer, eu sinto, tenho certeza. E nada de ruim acontece. Por mais que eu pense, repense e, de longe, vibre com isso. Não me leve a mal, não torço para que coisas ruins aconteçam, muito menos para que eu esteja certa, não tenho tanto apego à razão, como pudemos ver em todas as linhas acima. Eu  apenas minto para mim mesma e me acredito até que a vida se prove contrária . E para minha angústia, mas felicidade, ela sempre se prova.
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de pulo em pulo

Não posso falar sobre o restante da população brasileira, mas eu, pessoa física, adoro não fazer absolutamente nada nos domingos. Gosto de assistir um filme - de gosto duvidoso ou não - deitada, como se aquele fosse meu estado natural e não houvesse nada de errado nisso.  Depois limpar minha caixa de e-mails e ver que ali só tem recibo de uber e spam. Às vezes resolvo escutar umas músicas antigas pra testar o arrepio, como quem repete beijo pra verificar se a química ainda existe ou se era coisa que passou com o tempo.  Sempre acabo lembrando do que preciso fazer na semana e, às vezes anoto, às vezes deixo pra segunda. Levanto pra encher um copo de água que provavelmente não vou beber na hora e me lembro de um grande ator que eu costumava gostar na infância e que, nos últimos anos, têm me entretido com entrevistas.  Assisto um ou dois vídeos e relembro o porquê gosto dele.  Lembro de um e-mail que mandei pra minha prima, do qual ainda não obtive resposta. Fico curiosa. O que será que e

até certo ponto.

Eu não sabia bem o porquê. Mas aquela cena não saía da minha cabeça. A garota que traía o namorado - logo eu, que nunca namorei direito pra trair - e o mandava embora de sua vida por acreditar que não merecia alguém assim. Saudável. Um amor daqueles tranquilos que faz a vida ficar boa. Melhor até do que ela podia suspeitar.  Ela o mandava embora com pressa, como se fosse óbvio para os dois que aquela relação não tinha mais um lugar para ser. A feição dele passava da surpresa para o choque conforme ela dizia fragmentos do que queria. Eram ideias soltas sem uma narrativa que as amarrasse ou um cuidado que as despejasse de maneira mais palatável.  O episódio havia contado sua história familiar e, por mais que suas escolhas fossem questionáveis, elas eram compreensíveis. Mas Mia - nome da personagem da série a qual eu estava assistindo - tinha motivos. Por mais que ela própria não entendesse. O narrador e os roteiristas da série faziam questão de nos explicar.  Mas confesso que eu não sabi

sou só eu aqui.

Vou confessar uma coisinha. Apesar de eu ter desaparecido daqui, eu nunca parei de escrever. Apenas parei de postar. Talvez por ter abandonado o formato  crônica  ou por ter passado muito tempo - basicamente os últimos 2 anos - achando que nada do que eu escrevesse merecia ser lido justamente porque estávamos (estamos?) à beira de um colapso sanitário, político e psicológico. Passando tanto tempo dentro de casa e olhando o mundo sob lentes que enxergavam muito mais do que sou capaz, eu me vi ser engolida. Assim, como quem tá passando na rua e do nada vê aquilo se desfazer. Na minha cabeça, nada do que eu sentia, pensava, dizia poderia ser necessário para qualquer pessoa. Era melhor ficar na minha. Os outros que falassem o que precisa ser dito. Para mim, de nada valia o meu mundo interno, enquanto tanta gente estava passando por tanta coisa. Tanta coisa que a gente não viu e só ouviu falar. Eu tinha pra mim que eu nunca mais voltaria. Quando eu sentia a vontade da escrita chegar, eu co

começar sem acabar e acabar sem começar

de longe, consigo ver três livros que comecei ano passado e que nunca nem cheguei a saber como acabavam.  cada objeto na mesinha do meu quarto grita uma coisa ainda incompleta. o hd, esperando a tão sonhada organização das fotos; o livro novo esperando ser lido; o caderno de anotações (que eu prometi escrita todos os dias) não vê um escrito já faz tempo. um a um, eles somam algumas de minhas vontades que não foram pra frente. e esses são só exemplos palpáveis, terrenos e mundanos. ainda tem aqueles que não são muito específicos, são ideias, desejos e histórias que mereciam um desfecho ou talvez até uma continuação. mereciam mais do que apenas serem abandonados num canto esquecido. mas será que tudo realmente precisa caminhar para algum lugar? sinto que estou tão acostumada a ler, ouvir e assistir histórias que se constroem sobre um tempo com começo, meio e fim, que me esqueço que a cronologia real nem sempre é como achamos.  algumas pontas soltas se deixam soltar por anos, antes de mos