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pequeno milagre subterrâneo.

Hoje teria sido um bom dia para escrever minhas páginas matinais. Infelizmente, acabei acordando e desacordando muitas vezes, o que me fez levantar tarde. Durante todo o caminho, que percorro ao longo de 3 dias da semana, fui pensando sobre como estava me desencantando com São Paulo. Estava muito cansada, com sono e comecei a pensar sobre como gostei menos da cidade nessa semana. Vim pensando nisso durante o trajeto, até que entrei na linha azul e ouvi sons diferentes aos quais eu estava acostumada. Além daquela sonoridade mecânica com propósito claro de informar em alto e bom som sobre o que acontece no metrô, havia algo mais. Uma canção conhecida tocava e em questão de segundos, ela remexia tudo que havia aqui dentro. Um tamborilar de dedos. Uma guitarra dentro do metrô. Justamente uma guitarra! Me lembrei do quanto gosto de arranhar riffs no violão, do quanto amava ver um antigo amigo em seu instrumento favorito, do único show internacional que fui e amei tanto, da maioria das músic
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vivendo de pix do futuro.

Enquanto participava da corrente da vez e escrevia 5 fatos sobre mim, comecei a pensar também sobre como eu não estava pronta pra vida. Não sabia andar de bicicleta, muito menos dirigir, não tinha um emprego fixo, nem conhecido um milhão de lugares nacionais, internacionais então, nunca tinha ido nem ao Paraguai.  Não morava sozinha, ainda sem conseguir me sustentar por completo. Não tinha certeza nenhuma sobre a carreira que queria pra mim e até muito recentemente, não comia legumes.  A sensação que eu tinha era a mesma de um jogador dentro do BBB, que acorda pro jogo aos 45 do segundo tempo, e que prestes a ser eliminado ou a correr perigo, entende que precisa jogar um jogo.  Não que eu esteja acordada, mas depois de uma longa temporada apática, sinto que estou um pouco mais consciente em relação ao que acontece ao meu redor. Pela primeira vez em muito tempo, eu consigo enxergar algum tipo de futuro.  Mas essa sensação que, para mim é boa, de começar a pensar e a entender o que eu po

espero que nunca.

Desde os 6 anos, sempre vi a morte perto demais. Nada de substancial me aconteceu nesta idade ou no restante dos anos em relação ao assunto, mas sempre senti que era questão de tempo, mesmo que o tempo em questão acontecesse somente dentro da minha cabeça. Assim como uma grande amiga,  não sei direito o que é intuição e o que é medo.  Frequentemente, essas duas linhas se cruzam e eu não consigo distingui-las muito bem. Pelo sim, pelo não, tento ignorar. Mas sempre imagino que aquela é a exceção da regra quase impraticável que se pratica na minha mente. Vai acontecer, eu sinto, tenho certeza. E nada de ruim acontece. Por mais que eu pense, repense e, de longe, vibre com isso. Não me leve a mal, não torço para que coisas ruins aconteçam, muito menos para que eu esteja certa, não tenho tanto apego à razão, como pudemos ver em todas as linhas acima. Eu  apenas minto para mim mesma e me acredito até que a vida se prove contrária . E para minha angústia, mas felicidade, ela sempre se prova.

de pulo em pulo

Não posso falar sobre o restante da população brasileira, mas eu, pessoa física, adoro não fazer absolutamente nada nos domingos. Gosto de assistir um filme - de gosto duvidoso ou não - deitada, como se aquele fosse meu estado natural e não houvesse nada de errado nisso.  Depois limpar minha caixa de e-mails e ver que ali só tem recibo de uber e spam. Às vezes resolvo escutar umas músicas antigas pra testar o arrepio, como quem repete beijo pra verificar se a química ainda existe ou se era coisa que passou com o tempo.  Sempre acabo lembrando do que preciso fazer na semana e, às vezes anoto, às vezes deixo pra segunda. Levanto pra encher um copo de água que provavelmente não vou beber na hora e me lembro de um grande ator que eu costumava gostar na infância e que, nos últimos anos, têm me entretido com entrevistas.  Assisto um ou dois vídeos e relembro o porquê gosto dele.  Lembro de um e-mail que mandei pra minha prima, do qual ainda não obtive resposta. Fico curiosa. O que será que e

até certo ponto.

Eu não sabia bem o porquê. Mas aquela cena não saía da minha cabeça. A garota que traía o namorado - logo eu, que nunca namorei direito pra trair - e o mandava embora de sua vida por acreditar que não merecia alguém assim. Saudável. Um amor daqueles tranquilos que faz a vida ficar boa. Melhor até do que ela podia suspeitar.  Ela o mandava embora com pressa, como se fosse óbvio para os dois que aquela relação não tinha mais um lugar para ser. A feição dele passava da surpresa para o choque conforme ela dizia fragmentos do que queria. Eram ideias soltas sem uma narrativa que as amarrasse ou um cuidado que as despejasse de maneira mais palatável.  O episódio havia contado sua história familiar e, por mais que suas escolhas fossem questionáveis, elas eram compreensíveis. Mas Mia - nome da personagem da série a qual eu estava assistindo - tinha motivos. Por mais que ela própria não entendesse. O narrador e os roteiristas da série faziam questão de nos explicar.  Mas confesso que eu não sabi