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1 ano né.

31 de março. Hoje faz 1 ano que eu moro sozinha. All by myself. Quer dizer, só moro mesmo, não me sustento não. Mas isso fica pra outro texto. 

1 ano de saudades. De descobertas. De algumas das melhores experiências (leia-se olhar o céu estrelado depois de noites incríveis feat. conhecer gente de tudo quanto é canto) e das piores também (oi bad, tudo bem com você?) da minha vida. 

Em 365 dias muita coisa muda. E nesse primeiro ano, eu mudei junto. Dos pés a cabeça. Foram 12 meses de muita intensidade pra quem quase nunca via diferença na vida. 4 estações de risadas, choros e muitas conversas durante a madrugada. 

Foi um período para se descobrir e depois se perder novamente. É sempre assim. A gente acha que se encontrou, mas acabamos mudando de novo. Ops. 

Teve tanto aprendizado que é difícil enumerar. 

Teve clichê da vida adulta. Leia-se tirar dinheiro do caixa, comprar carne no açougue (ainda não domino essa arte), arrumar o primeiro emprego (de verdade, dessa vez), lavar roupa na mão, cozinhar (para sobreviver apenas, que fique bem claro), abrir conta no banco e por aí vai. 

Mas também teve crescimento emocional. Aprendi a lidar com a dor da saudade, a valorizar mais o agora, a me entregar de cabeça (em projetos, momentos e pessoas), a parar de olhar pro passado e esperar tanto do futuro, a me colocar como prioridade e a correr mais atrás do que eu quero. 

Mudei o corte de cabelo, vi filmes que eu nunca escolheria, me tornei vegetariana por preguiça (um beijo, macarrão!), parei de assistir tv (por motivos de não tenho uma) e passei a ir ao lago como quem vai á missa aos domingos. 

Cresci pra tudo que foi direção, mas a essência tá aqui. Esse tipo de coisa não muda não. 

1 ano. 365 dias. 12 meses. 4 estações. E muita vida ainda por vir. 

Texto: Carol Chagas
Foto: Rafaela Waithmann


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Comentários

  1. Vim parar de para-quedas aqui mas me identifiquei com esse texto. Também acho incrivel como uma mudança na nossa vida, como uma nova responsabilidade, pode fornecer tanto amadurecimento pra gente. Um ano é sim tempo suficiente para mudarmos pra caramba, olhar pro passado e até sentir vergonha daquele modo de pensar que a gente costumava ter, das atitudes que costumávamos tomar... Algumas responsabilidades também trazem uma sensação de liberdade gigantesca, de independência e provar pra si mesmo que é capaz de lidar com a vida é algo de uma satisfação sem medida. Pelo menos foi pra mim assim. Um ano de descobertas e de muita auto confiança construída, de mais vontade de viver e satisfação em olhar pra trás e enxergar o caminho que foi andado.

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