Pular para o conteúdo principal

A Última Crônica de 2014

É engraçado como ás vezes, a gente só quer que o tempo passe rápido. E para nossa infelicidade, quando isso acontece, ele dura uma eternidade. Ele só desaparece sob nossos dedos, quando já não o notamos. O fato de o tempo ser relativo é uma das maiores curiosidades da vida.

2014 foi um dos anos que mais me fez aproveitar as horas de cada dia. A quantidade de coisas para fazer aumentou e eu simplesmente passei a aproveitar cada segundo em que estivesse livre, quase como se estivesse correndo contra os ponteiros do relógio. 

Em meio a tantas selfies, a minha face estava mais parecida com a daqueles rostos que fogem de desastres naturais. Consegui manter a promessa de continuar com o blog (mesmo diminuindo a quantidade de posts :/ ), passei no primeiro ano da faculdade e continuo estudando para o vestibular (se você não entendeu, não se preocupe, a história é longa e será contada em outro post), além de continuar trabalhando. 

Ufa! Como fiquei acostumada a fazer muita coisa ao mesmo tempo no último ano, não é de se surpreender que eu tenha quase ficado louca nessa semana, simplesmente por ter viajado e me distanciado de tudo, fazendo absolutamente nada. Sim, relaxar me irrita profundamente. Gosto da correria ;)

O maior crescimento talvez tenha sido em relação a minha percepção sobre conquistas. No começo do ano, eu tinha o pensamento de que no final tudo daria certo, porque o Universo ou os deuses dariam aquela forcinha. E se algo não acontecesse, eu simplesmente pensava que não era para ser ou não estava no meu destino, não estava escrito nas estrelas e afins.

Bom, eu mudei um pouquinho a forma como eu vejo as coisas. Agora acredito que quem faz a nossa vida, somos nós mesmos. Ou seja, se aquele sonho não se realizou, talvez eu não tenha me empenhado o suficiente para transformá-lo em realidade. 

Finalmente, aprendi a assumir responsabilidades por minhas escolhas. E descobri que quando a gente corre muito atrás de algo, as chances de realizarmos o que queremos aumenta pra caramba. 

Também passei a refletir mais sobre mim mesma. A palavra Autoconhecimento foi uma das que mais fez parte do meu vocabulário. E essas reflexões não serviram apenas para descobrir alguns dos meus gostos, defeitos e qualidades, mas também me ajudaram a identificar o momento onde era preciso mudar. 

Acredito que quando não mudamos por vontade própria, a vida traz algumas situações para que sejamos obrigados a nos reinventarmos. E um destes momentos é agora. Alguns hábitos serão deixados de lado, outros serão incorporados á minha rotina e esta será reformulada por completo. 

Esperemos que esse tempinho aqui nesse meu mundo (não tão secreto assim) continue fazendo parte dela. Prometo que farei de tudo para compartilhar com vocês tudo o que eu encontrar por aí e espero que vocês continuem acompanhando (onde quer que estejam, se é que tem alguém hehe) tudo. Um ótimo 2015 para todos vocês, beijão <3

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It

Comentários

  1. Meu 2014 foi bem aproveitado,porém não quanto eu esperava :/ e espero mesmo que 2015 melhore :c
    xx

    http://quebrandopromessas.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só depende da gente, se quisermos ele melhora ;)

      Excluir

Postar um comentário

qual foi a última coisa que você comeu?

Postagens mais visitadas deste blog

Você sabe o que é Guilty Pleasure?

Há alguns anos atrás, vi a seguinte expressão em uma série (tá, foi em Glee): Guilty Pleasure . A tradução livre explica que ela se refere a algo que você gosta, mas que não é considerada como algo legal/bacana na sociedade, f azendo com que você se sinta meio culpado/envergonhado por isso.  Confesso que eu sou a rainha do Guilty Pleasure , gosto de tanta coisa que é considerada boba, que olha, a lista é grande. Desde cantores pop a séries consideradas ruins. O legal de esconder esses gostos da maioria das pessoas é encontrar gente que te entenda (te aceite haha) e que compartilhe a mesma paixãozinha secreta com você.  E olha, quando isso acontece, é extremamente libertador poder ouvir (sem vergonha) aquela música que todo mundo zoa :)  Pensando nisso tudo, resolvi fazer uma lista de coisas que se encaixam nessa expressão e assumir (nem que seja aqui no blog) algumas delas. Quem sabe um dia eu não assumo na vida real também? haha. Musicais Desde a primeira vez que

p(r)eso.

Os prédios estavam mais altos do que o de costume e ultimamente, eu me sentia menor do que nunca. Me sentia perto o bastante de fazer coisas que quero, mas infelizmente, tão distante quanto era possível. Não haviam forças disponíveis para me restaurar e ao mesmo tempo, eu me sentia presa e predadora do que quer que estivesse à solta. Me sentia rodeada, mas não me via ali, presente. Enxergava pouco e para minha surpresa, não eram somente as luzes ao longe que estavam nebulosas. Nos últimos dias, nada mais parecia estar definido. E isso me definhava aos poucos. Me comia viva sem pedir troco, me dessensibilizava ao ponto de eu me sensibilizar com migalhas. Eu não era mais minha ou de quem quer que fosse. Isso me frustrava. Mais uma vez, me via ali estirada ao chão, como quem pede ao mundo um pouco de carinho. Sempre perto de aniversários. Ninguém continuava tendo respostas para as coincidências que apareciam em determinados meses. Será que esse ciclo torto sempre voltaria a se repetir? Eu

espero que nunca.

Desde os 6 anos, sempre vi a morte perto demais. Nada de substancial me aconteceu nesta idade ou no restante dos anos em relação ao assunto, mas sempre senti que era questão de tempo, mesmo que o tempo em questão acontecesse somente dentro da minha cabeça. Assim como uma grande amiga,  não sei direito o que é intuição e o que é medo.  Frequentemente, essas duas linhas se cruzam e eu não consigo distingui-las muito bem. Pelo sim, pelo não, tento ignorar. Mas sempre imagino que aquela é a exceção da regra quase impraticável que se pratica na minha mente. Vai acontecer, eu sinto, tenho certeza. E nada de ruim acontece. Por mais que eu pense, repense e, de longe, vibre com isso. Não me leve a mal, não torço para que coisas ruins aconteçam, muito menos para que eu esteja certa, não tenho tanto apego à razão, como pudemos ver em todas as linhas acima. Eu  apenas minto para mim mesma e me acredito até que a vida se prove contrária . E para minha angústia, mas felicidade, ela sempre se prova.

nublagem momentânea.

Desde minha segunda terra natal, condicionei o milkshake de uma franquia de Minas Gerais a ser minha bebida do pensar. Aquela que quando a gente escolhe e tá sozinha, o pensamento voa. Traz o longe para perto e manda pra quilômetros tudo que está ao nosso redor. Quando voltei a morar na cidade em que cresci, vi no milkshake uma pequena ponte entre meus dois mundos. Como se o canudinho, agora de plástico, antes de papel, pudesse me teletransportar para distâncias mais distantes do que pensei ser possível e com o bônus de não me gerar as famosas dores nos joelhos que nascem das horas encolhidas no semi leito. Hoje pedi o copo pequeno de costume e por alguns minutos, voei enquanto olhava pra janela que dava pra rua principal de um dos centros da cidade. Eu já não morava mais ali, mas também não morava em outro lugar.  Os tempos andavam confusos. Minhas vontades misturadas. A insegurança batendo mais forte em portas que se abriam com uma maior frequência do que eu gostaria. O clima nublado

Fotografando #11

Foto: We Heart It Apesar de Novembro sempre ter sido considerado por mim o melhor mês do ano (já que eu faço aniversário nessa época), ele foi difícil. Em muitos aspectos. Pra falar a verdade, estou feliz que ele acabou, assim alimento aquela falsa ilusão de que dá pra começar de novo.  Mas vamos parar com o mimimi, porque também aconteceram coisas boas: me apresentei com o meu grupo de teatro e a peça não poderia ter sido melhor <3 (até fiz um vídeo mostrando os bastidores ), visitei Curitiba (acabei assistindo o show da Pitty hehe) e gravei vlog falando sobre o que eu aprendi com o teatro .  Ah, também consegui mobilizar uma galerinha para assinar uma consulta pública á respeito de um remédio que o governo planeja parar de distribuir no SUS (meu vô é um dos pacientes que sobrevive graças ao medicamento) e sou eternamente grata a todos que ajudaram . Sério ♥  E confesso que ver essa mobilização virtual por uma causa me fez pensar. Durante boa parte do mês (e na verd

A Verdade Sobre os Desenhos

Como qualquer criança normal, eu passei minha infância assistindo desenhos (ainda assisto haha). Só que quando a gente cresce, passa prestar mais atenção ainda neles. Outro dia, eu descobri alguns significados ocultos de um desenho que eu assistia, e resolvi pesquisar MAIS sobre outros. Veja abaixo. 7 Monstrinhos O desenho era exibido na Tv Cultura. E quem era fã mesmo, tinha até a música de abertura decorada hehe. Tudo muito lindo, mas e se eu te dissesse que ele era uma crítica contra o nazismo? Isso mesmo. De acordo com algumas teorias, os 7 monstrinhos representariam a visão dos alemães sobre os judeus.  Eles eram vistos como monstros, possuíam o nariz bem grande, e olha só que coincidência: No campo de concentração, eram identificados por Números. Um dos personagens usava um pijama listrado bem idêntico ao uniforme que os judeus que eram presos tinham que usar, e eles também moravam no sótão (local onde os judeus se escondiam).  Bob Esponja Para o nosso que

Trilha Sonora: Simplesmente Acontece

Não sei se vocês perceberam, mas eu meio que amei o filme Love, Rosie (Sim, prefiro o título original). Mesmo já tendo feito um post sobre ele , não pude deixar de comentar a Trilha Sonora.  A história se passa durante muitos anos e a música evolui com ela. Nem preciso dizer que achei esse fato fantástico. Além disso, os nomes variam entre artistas famosos como Beyoncé a outros não tão conhecidos assim, mas incríveis igualmente.  Ah, tem até composição instrumental, que super combina com os momentos das cenas. Resolvi escolher as minhas favoritas e colocar aí embaixo para vocês ouvirem e amarem tanto quanto eu estou amando (:  Algumas delas você só vai gostar mesmo se assistir o filme haha (já falei como é bom lembrar de uma cena ao ouvir uma música).  Lily Allen - Littlest Things Elliott Smith - Son of Sam Lily Allen - Fuck You Kodaline - High Hopes KT Tunstall - Suddenly I See Beyoncé - Crazy in Love G

Os Signos dos Cantores

Música é uma das melhores coisas da minha vida e acredito que na de muita gente também. Ela está presente em diversos lugares e nas mais diversas línguas, mas na última semana ela está ainda mais em evidência aqui no Brasil. Sim, estou falando do Rock in Rio ♥  Inspirada nessa vibe musical, decidi fazer um post sobre os cantores, mas de um jeitinho diferente. Quem me conhece, sabe que eu amo astrologia e, geralmente, acho alguma semelhança entre pessoas do mesmo signo.  Então, para celebrar a minha mania de procurar o aniversário dos cantores, resolvi reunir muitos deles em um post :) Lembrando que podem existir diferenças nos perfis que eu descrevi, dependendo do ascendente e da posição das casas , okay? Agora vai lá, ler :P Áries Os arianos são conhecidos por iniciar, colocar em prática coisas que ainda não foram realizadas. E que, por esse motivo, sempre são lembrados por seus feitos.  Áries é o tempo de começos e isso fica ainda mais evidente ao observarmos