quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Sobre ter medo das mudanças, mas mudar mesmo assim.

Eu assustadinha com a água gelada.
Por que será que a gente tem tanto medo? De começar uma série com muitas temporadas, assistir um filme que não faz muito o nosso estilo ou conhecer pessoas novas? Talvez seja o receio do desconhecido. Do que seremos quando passarmos por essas experiências. 

Por mais que seja uma coisa simples, a gente tem medo de mudar. Quase como se sentíssemos saudade de quem somos agora, antes mesmo de nos transformarmos no eu do amanhã. E aí não mudamos. Ou melhor, podemos até mudar, mas de má vontade. 

A gente pode tentar se fechar no nosso mundinho e querer controlar todos a nossa volta. Mas uma hora, isso cai por terra. Existem coisas que não podemos controlar e em algum momento, a ficha cai. Pode ser amanhã ou daqui a alguns anos. 

Acharmos que somos os donos da verdade e ficarmos com os pés plantados na areia enquanto a maré sobe só fará com que você acabe enterrado. Seguir a maré para qualquer lugar que ela for também não fará bem algum. 

Faz com que você pareça não ter vontade própria, sabe? Quase como se de tanto seguir o fluxo, você se perdesse em direção ao abismo. Desaparecesse por completo até se tornar irreconhecível. 

O ideal mesmo seria reconhecer o momento. De ficar e de partir. Por mais que doa ou sufoque, existem ondas que não valem a pena serem seguidas. Por mais que elas pareçam incríveis no horizonte, de perto, são apenas caos e confusão. 

E por mais que te atraiam, não irão trazer nada muito melhor que constelações vazias. Lindas, porém intocáveis. 

Talvez esteja na hora de desgrudar os pés fincados da areia e seguir a corrente. Não faço ideia para onde ela me levará, mas estou curiosa para saber. Dá uma frente fria louca na barriga, mas é uma mudança boa no tempo. 

A meteorologia não está sempre do meu lado, mas parece que dessa vez, nossos pensamentos estão seguindo na mesma direção. O vento vai me levar para longe, eu sei disso. 

Só espero encontrar parágrafos mais curtos em meu caminho, que de preferência tenham menos vírgulas. Estou cansada de me preocupar com as voltas que todo mundo quer dar. Quero dar minha própria volta. Não importa muito para onde. 

Só o fato de eu saber que serei levada pela maré alta mais próxima já é o bastante. Quando eu chegar onde eu tiver que chegar, o resto se ajeita. 

Foto: Natália Machado (e sou eu na foto, no caso haha)
Texto: Carol Chagas

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