sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Um Dia na Bienal...

Oi, gente (: Como prometido, aqui está o post completo sobre o meu dia na Bienal do Livro em SP.

Bom, não sei se vocês sabem, mas eu moro na Baixada Santista. Saí daqui bem cedinho e fui de carro. Cheguei no Jabaquara e peguei o metrô até chegar a estação Tietê, onde fui para a Bienal com o transporte gratuito para o evento.

Eu pretendia assistir a palestra da Paula Pimenta com a Bruna Viera. Isso foi até eu chegar ao local e me deparar com a maior quantidade de pessoas que eu já vi na minha vida. Sério, eu nunca nem fui a shows. Então, multidões são coisas novas pra mim.
Além disso, por teimosia de quem foi comigo, não compramos ingressos antecipados pela internet. Resultado? Pegamos meia hora de fila desnecessária. Ao pegar a segunda fila (agora com ingresso na mão) para entrar no evento, já havia me conformado em perder a palestra.

E fui fazendo o jogo do contente. Me senti sortuda em ter a oportunidade de ir a Bienal, um lugar que eu nunca pensei que conseguiria ir. Assim que entramos, já me deparei com a loja "Top Livros", onde todos os produtos custavam até R$ 10,00.
Confesso que me senti até meio perdida em estar perto de tantos livros, sabe? Acabei comprando O Caçador de Sonhos e Geografia da Felicidade (depois que eu ler, vai ter resenha). 

Como chegamos tarde, já estávamos com fome. E aí vai uma importante dica: leve lanche de casa. Tem lugares bons para comer na praça de alimentação, porém os preços são bem abusivos, além de estarem sempre cheios de fila.

De tanto olhar estandes, acabei desenvolvendo uma tática. Olhava três livros de temas diferentes e seus respectivos preços. Ao olhá-los, já tinha uma ideia se a loja era cara ou barata. Olha, até que funcionou.
Os estandes com livros de universidade, de filosofia ou algo mais único eram bem carinhos, o que deu um aperto no meu coração. Comprei O Efeito Sombra e Contágio no estande "Grandes Livros, Pequenos Preços"

Super indico a última loja, mesmo sendo pequena e simples, tinham muitos livros incríveis. Game of Thrones, a Série Escolhido, e muitas outras séries por preços bem em conta. A partir desse momento, tentei entrar nos estandes Novo Conceito, Editora Gutenberg, Intrínseca, Arqueiro, Sextante, mas não deu muito certo.

Aparentemente, era o horário de todos os autores darem autógrafos. Ou seja, lojas cheias, filas quilométricas, mesmo que você só quisesse comprar livros, a entrada não era permitida :( Não me programei para pegar senhas de autógrafos (minha primeira vez né, dá um desconto), então não consegui de nenhum autor '-'
Consegui ver o Ziraldo e o Maurício de Souza, símbolos de minha infância (e acredito que de muita gente também) e os precursores da minha leitura. É engraçado como ideias geniais podem vir de pessoas tão simples e simpáticas.
Quem conseguir ir, vá até o estande da "Livraria São Marcos". O lugar tem muitos livros por preços ótimos. Não consegui comprar lá, por justamente estar muito cheio e não ter muito espaço pra poder ver as obras. 

Um arrependimento foi não ter tirado mais fotos do local e não ter comprado mais livros (acho que o cansaço de principiante falou mais alto). Mas o saldo foi positivo. Ir a bienal me ensinou como livros movem as pessoas.

É engraçado como uma história que você lê no seu quarto e tem um grande impacto na sua vida, também tem a mesma reação no outro. Ao contrário do que muitos pensam, livros não são para pessoas solitárias. 
O livro é uma experiência única para cada indivíduo, acrescenta mais personalidade ao ser e te faz se afastar por um momento das multidões e se divertir por um tempo consigo mesmo. E ver quanta gente é apaixonada pela mesma coisa que você só te inspira ainda mais. Nos faz crer que não somos tão diferentes e únicos e que o mundo não é assim tão desconhecido como pensamos ser. 

A experiência foi incrível. O legal é que ela ainda não está completa, levei cada pedacinho do dia comigo. Só terei uma opinião formada sobre a Bienal, quando ler os livros que comprei lá. E aí contarei pra vocês (:

Então é isso, espero que vocês tenham gostado. Um beijo, Bienal do Livro!

Fotos: Carol Chagas

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

No Fundo do Armário: Segurança

O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV.

Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.

Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.
Mas os assaltos continuaram.

Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria
eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar. Mas os assaltos continuaram.

Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.

Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. 

Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno. Mas os assaltos continuaram.

Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. 

Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.

Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.

Mas surgiu outro problema. As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade. A guarda tem sido obrigada a agir com energia.

O texto foi escrito por  Luís Fernando Veríssimo e publicado no livro Comédias Para Se Ler na Escola. Na Tag "No Fundo do Armário", postamos textos de diversos autores. Foto: Anna Guerra

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Playlist da Semana: Inseguranças

Foto: We Heart It
Conquistar algo nunca é fácil. Pode ser desde realizar um sonho a vencer um medo antigo. O caminho em si não é difícil, a dificuldade (na maioria das vezes) mora em nós mesmos. Seja por acreditarmos que não somos capazes de realizar algo ou até de nos sabotarmos.

No ilógico raciocínio de que, já que nunca vamos conseguir, não há motivos para tentar. E quando isso se torna um ciclo que só você tem o poder de interromper, parece que o peso da dúvida e da insegurança multiplica de tamanho.

Se você, assim como eu, tem algum problema para gritar para o mundo as suas vontades, ouça essa playlist. Escolhi estas músicas por me inspirarem a agir mais e pensar menos. Ainda espero fazer uma Playlist sobre superação. Quem sabe um dia, né?

Taylor Swift - Shake It Off
NX Zero - Uma Gota no Oceano
James Blunt - 1973
Counting Crows feat. Vanessa Carlton - Big Yellow Taxi
Melanie C - Burn
The Script - Breakeven
The Fray - Keep On Wanting
The Morning Of - Reverie
E aí gostou? Tem alguma música que te inspira?

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Entre os 17 e os 18

Talvez os 17 ou os 18tão sejam as melhores idades pra se ter. É diferente da pré-adolescência, de quando você ainda não tem sua própria personalidade e precisa ousar em roupas e acessórios que não tem muito a ver com você. Com 17, você sabe que não é emo, punk ou patricinha. 

E começa a perceber (pelo menos a maioria percebe) que as grandes mudanças não estão na cor do seu cabelo, mas sim nas atitudes. Você não sabe quem é, mas não significa que não procure descobrir.

É a idade de sofrer influências e isso pode não ser algo ruim. É a idade de se encontrar. A sua maior confusão é não saber se você é um adolescente ou um adulto. E não é a quantidade de responsabilidades que irão te dizer isso.

Aos 17/18, você reencontra amigos e inimigos de infância, e os descobre como pessoas. A grande maioria melhora e você se surpreende em como as coisas mudaram. Você visita lugares que frequentava e leva um susto ao ver como eles parecem menores ou menos assustadores.

Este talvez seja o começo do fim. Onde você se vê soltando uma frase que o seu pai ou a sua mãe diria. Ou quando você percebe que seus pais não são tão mais assustadores ou maus quanto costumavam ser. E você se surpreende em fazer algo errado com culpa na consciência. Não sei qual é o método que eles (pais) utilizam, mas funciona. 

É o momento que você teme que acabe ou que melhore até que você não possa mais aguentar. São novos caminhos e desta vez, não tem ninguém pra andar na nossa frente e dizer se é seguro. Nós temos que descobrir por nós mesmos. 

O que não deixa de ser assustador. Mas se aprendermos a apreciar mais a beleza da incerteza, dominaremos o medo sobre a dúvida. E o caminho não parecerá tão obscuro e imobilizador quanto é o medo. Será melhor, mais complicado talvez. Mas com uma vista de tirar o fôlego no final disso tudo (Bom, pelo menos é o que me dizem).

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

7 Dicas Para Quem Vai a Bienal do Livro

Foto: Carol Chagas
Oi, gente (: Quem ama ler (ou quem assiste jornal) já deve saber que a 23ª Bienal Internacional do Livro começou no dia 22/08. O evento literário do ano pode ser visitado na Arena Anhembi, em São Paulo. 

Por duas semanas (já acaba dia 31/08), os maiores fãs da literatura podem conhecer alguns de seus ídolos escritores, além de conquistar muitas obras por um preço mais em conta. Por que eu estou falando isso? 

Ontem fui a Bienal pela primeira vez (vai ter post sobre o assunto), e comecei a pensar em algumas dicas que seriam úteis pra quem nunca foi, mas está muito afim de ir. Então, fiz essa lista, espero que vocês gostem (:

Compre o Ingresso Antecipado
Foto: Carol Chagas
Não faça como eu, não deixe para a última hora. Diria que se eu tivesse comprado pela internet, teria evitado uns bons quarenta minutos de fila e entrado mais cedo na Bienal. Para comprar pela internet, é só clicar aqui

Saiba o que Procurar
Tenha alguns títulos de livros em mente, e se possível pesquise alguns preços antes. Além de saber o que você procura e economizar tempo, você ainda fica mais consciente em relação ao valor do produto. Sabe? Ver se vale a pena comprar em determinado estande.

Estude o Mapa do Local
No site, a Bienal disponibiliza a planta do local, com o nome de todos os estandes que ali estão, assim como praça de alimentação ou algum lugar especial (Arena Cultural, Espaço Imaginário, Salão de Ideias e outros). Isso economiza tempo e te ajuda a não ficar perdido procurando alguma editora aleatoriamente, além de te dar uma ideia da quantidade de lugares que dá pra visitar. 

Se Programe
Se você mora em outra cidade, fique atento ao transporte e horário. Principalmente se você quer ir a algum evento concorrido: uma palestra com número limitado ou uma sessão de autógrafos. Lembrando que há transporte gratuito para o evento na estação de metrô.

Veja Qual é o Seu Objetivo
Se seu objetivo é unicamente comprar livros, te aconselho a ir durante a semana e se for ao final de semana, tente chegar cedo. Agora, se você quer encontrar seu escritor favorito e conseguir o tão sonhado autógrafo, chegue muito mais cedo. Não estou brincando, acampe no local e fique ligado nas distribuições de senhas, okay?

Utilize Roupas Confortáveis
Não se preocupe em usar roupas chiques, utilize roupas confortáveis. O lugar é gigante, e se você gosta tanto de livros como eu, vai querer conhecer aquilo lá inteiro hehe. Ah, e se você não mora em São Paulo, pesquise como vai estar o tempo, pode te ajudar em escolher algo mais confortável.

Não Ligue para Companhias
E por último, e talvez uma das dicas mais importantes. Se você tem vontade de ir, mas não tem companhia, não ligue. Vá mesmo assim. A Bienal é um lugar onde é até melhor ir sozinha, do que ter que satisfazer as vontades de alguém que vá com você. Se sua companhia tiver gostos literários diferentes do seu, separem-se para procurar o que vocês mais curtem e combinem um lugar para se encontrar. 

Então, é isso. Espero que as minhas dicas ajudem de alguma forma, quem está afim de ir. Logo mais tem post contando sobre os detalhes da minha ida (:

Fotos: Flickr Bienal do Livro São Paulo 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Livro: Comédias Para Se Ler Na Escola

Foto: Google Imagens
Quem nunca se deparou com um texto de Luís Fernando Veríssimo em uma prova de português que atire a primeira pedra. Meus caminhos se cruzaram tanto com seus textos, que hoje, mesmo depois da escola, ainda leio Veríssimo. E nem é por imposição, por gosto mesmo.

Ele é um dos poucos autores que te informa e te entretém ao mesmo tempo. Com crônicas sobre o mundo atual, tem o jeitinho todo diferente de relatar o que acontece na vida. E com este livro, não poderia ser diferente. 

Ana Maria Machado selecionou os melhores contos do autor e os reuniu em diversos temas. O que me surpreendeu em seus textos foi a classificação livre. É difícil um livro, uma música ou um programa de TV agradar diversas idades como Veríssimo consegue.

Acredito que o motivo seja por ilustrar tão bem as situações cotidianas, o que tanto faz com que a gente se identifique. As minhas crônicas favoritas do livro todo são: O Homem Trocado, Adolescência, Direitos Humanos, Segurança, Da Timidez. 

Luís Fernando é filho de Érico Veríssimo (vocês se lembram daquele post sobre o museu dele?). Então, o talento atravessou gerações e nos presenteou com belíssimos trabalhos que não param de nos traduzir o que sentimos e pensamos. Se você se interessou em conhecer seus textos, clique aqui.

Ficha Técnica
Nome: Comédias Para Se Ler Na Escola
Autora: Luís Fernando Veríssimo
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 143
Ano: 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

No Fundo do Armário: É Possível Ser Feliz no Brasil?

Faz cinco meses que eu me mudei para a Sudeste Asiático e comecei a trabalhar na minha pesquisa sobre felicidade. Quem acompanha o blog e conhece a minha história de vida, sabe que eu não sou do tipo “esquerda caviar” que estava cansada da vida e decidiu ir se encontrar em algum lugar de nome exótico.

Muito pelo contrário. Eu sempre amei o Brasil e achei que, mesmo com todos os problemas, era um país abençoado e de gente feliz, como eu.

Mas, de uns meses para cá, eu tenho visto muita gente insatisfeita, desanimada e sem esperança sobre o futuro do país. Aqui de fora – e eu nem precisei viver em países como Dinamarca, Suíça ou Austrália para perceber isso – vejo que vai ser preciso além de tempo, também uma mudança radical na mentalidade dos brasileiros para que o Brasil comece a funcionar.

Sabe quando você conhece uma pessoa linda, de uma beleza tão exorbitante que te hipnotiza? O corpo é perfeito, a pele dourada, com um charme e graça capaz de fazer qualquer um ficar apaixonado à primeira vista. Divertida, adora uma festa e dança como ninguém. Nas primeiras semanas convivendo com essa pessoa, você acha que encontrou o amor da sua vida.

Com o passar dos meses você percebe que ela não está nem aí com o próximo e só pensa em levar vantagem. Também não tem muita escolaridade e não está preocupada com isso, afinal, é tão bonita que não precisa se dar ao trabalho de investir em educação. Além disso, não é capaz de fazer nada direito, mas acha que tudo bem já que no fim, todo mundo se acostuma. Pois é, essa pessoa é o Brasil.

Desde que o Brasil é Brasil, sofremos com a exploração por parte de quem está no poder e isso gerou uma população que, para sobreviver, criou o “jeitinho brasileiro”. Esse jeitinho nada mais é do que uma desculpa para levar vantagem, seja lá em relação ao que.

Quando alguém se sente lesado, frequentemente acaba fazendo algo que, no fim das contas, também vai acabar lesando outra pessoa. O problema é que em uma população de 200 milhões de habitantes os resultados são desastrosos.

Um dos jeitinhos do “pobre” é roubar. A sensação que eu tenho é que algumas pessoas se sentem no direito de tirar de você algo que elas julguem que você deva ter conseguido sem esforço.

Faz um tempo eu sofri um sequestro relâmpago as 19h em uma rua movimentada do bairro de Pinheiros em São Paulo. Não era madrugada e eu não estava em um bairro de periferia. Na época eu tinha um C3 que comprei usado da minha melhor amiga que me fez um preço ultra camarada. Ah! E fiz um financiamento para pagar. Também tinha algumas coisas legais como um iPod que eu ganhei de Natal do meu namorado na época e uns óculos de Sol que tinha comprado em quatro parcelas.

Eles ficaram andando comigo pelo bairro dos Jardins em São Paulo por duas horas, com uma arma apontada para a minha cabeça, enquanto um terceiro elemento sacava meu dinheiro. Revirando as minhas coisas eles diziam:

- Olha essa luneta que da hora! Esse vai ficar para mim.
- O iPod dela é rosa, a Fulaninha vai gostar.
- Vamos pegar o radio também? O papai dela compra outro depois.

Mal eles podiam imaginar, que eu estudei com meninos como eles na Zona Leste de São Paulo e que nunca tinha ganhado nenhum bem material de valor do meu pai, que na ocasião inclusive, nem era mais vivo. Só porque eu era “arrumadinha”, tinha um carro que eles julgavam ser de “patricinha” e meia dúzia de coisas na minha bolsa, eu merecia passar por aquilo. Afinal, tinha conseguido tudo sem nenhum esforço, exatamente o caso deles, naquele momento.

O problema é que a nossa elite também não é um exemplo de conduta . O “rico” também tem seus jeitinhos. Quem não conhece alguém que já pagou uma fortuna para se livrar dos pontos da carteira de motorista? Ou pagou propina para um policial para ser liberado de um inconveniente, seja por ter tomado umas a mais ou por ter meia culpa em um acidente? Ou que adora fumar um baseadinho no fim de semana para relaxar?

Esses, também são os brasileiros que reclamam da falta de segurança, do sistema corrupto que não funciona e que comparam o Brasil aos países de primeiro mundo, onde não existe “jeitinho brasileiro” nem tolerância para quem não segue as leis. Reclamamos da impunidade, mas quando é para nos beneficiar, adoramos usar o jeitinho brasileiro para não sermos punidos.

É claro que o “pobre” e o “rico” estão totalmente generalizados nesses exemplos apenas para ilustrar que, quase o tempo todo, existe alguém tentando levar algum tipo de vantagem independentemente da classe social. Mas, infelizmente, o que mais se vê na mídia atualmente é uma esquerda que culpa os ricos e o consumismo pelas mazelas do país e uma elite que culpa o governo e os “pobres vagabundos” que não tiveram competência para estudar e merecerem uma vida melhor. Todo mundo olhando para o próprio umbigo e procurando um culpado.

Eu não tenho dúvida de que o Brasil precise urgentemente de uma reforma tributária, já que somos um dos países que mais paga impostos no mundo sem NENHUM retorno, de melhorias no sistema de educação, saúde, rodovias e tudo o que temos direito. Só que não é apenas isso que vai fazer o Brasil ser um país de primeiro mundo, mas também a mudança na mentalidade e no comportamento dos brasileiros que precisam entender que muitas vezes são parte do problema.

O brasileiro, em geral, tende a não se preocupar com ninguém que não seja ele mesmo ou seu círculo social mais próximo. As pessoas sabem reclamar seus direitos e ficarem revoltadas quando algo faz com que elas se sintam prejudicadas pessoalmente. Mas, quando fazemos algo que indiretamente também vai prejudicar outra pessoa, não tem problema, afinal, todo mundo faz. Por que vamos ser o único otário a não fazer?

Quer um exemplo bobo, mas que muita gente já deve ter presenciado? Acostamento da Rio-Santos em volta de feriado. Basta o primeiro espertinho resolver andar no acostamento para que se forme uma nova fila do lado direito da rodovia, que há muitos anos já deveria ter sido quadruplicada. Gosto desse exemplo porque ele mostra a incompetência e descaso do governo, mas também que não existe nenhum respeito ao próximo, sem distinção por classe social. Você vê de Voyage velho a BMW fazendo quem segue as regras de trouxa.

Para que o Brasil mude, é preciso que o brasileiro entenda que não existe crescimento sem sacrifício. Que ser feliz não é ser festeiro e que regras e leis foram feitas para todos sem exceção. E que, o “jeitinho brasileiro” que nos faz ser tão adorados pelos gringos que nos visitam, é também o que nos faz viver em um país onde está ficando cada dia mais difícil ser feliz.

O texto foi escrito por  Fernanda Neute e postado no blog FÊliz com a Vida. Na Tag "No Fundo do Armário", postamos textos de diversos autores. Foto: Anna Guerra.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Playlist da Semana: Coincidências

Foto: We Heart It
É engraçado como a vida leva a gente pra caminhos inesperados. Pessoas se cruzam o tempo todo e talvez haja uma razão para tudo isso. Ou talvez estejamos errados, e essa é a forma que encontramos de nos conformar com os imprevistos da vida.

No ano passado, lembro de ter ficado meio obcecada com esse assunto, pois assistia Touch (Sim, séries me influenciam). O seriado abordava essas estranhas coincidências que afetam todos nós. O legal era poder ver o panorama inteiro da situação, o ângulo de cada personagem.

Como geralmente, estamos presos no nosso umbigo, acabamos não vendo totalmente esse mundo maravilhoso dos acasos. A Playlist da Semana fala sobre tentarmos fugir do que está na nossa frente. Um spoiler: não dá muito certo. 

Hillary Duff - All About You
Maria Gadú - Quase Sem Querer
Alexz Johnson - Taker
Bonnie McKee - Somebody
Barcelona - It's About Time
The Hush Sound - The Boys Are Too Refined
This Providence - Keeping On Without You
Sara Bareilles - 1000 Times
E você, já passou por alguma coincidência? Conta aí! ;)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Série: The 100

The 100 é uma das séries mais legais que eu conheci em 2014 (Não, ainda não estou fazendo retrospectiva). E como eu terminei de assistir a 1ª temporada na sexta (Sim, eu estou muuito atrasada), resolvi falar sobre ela. 

A história se passa a 97 anos a frente do nosso tempo. Uma determinada era onde os humanos deixaram de habitar a Terra, já que um apocalipse nuclear matou tudo que lá existia. 

Porém, alguns humanos estavam em estações espaciais, estas se juntaram e formaram a Arca (Olha, continua lendo. Fica bom, ok?). E com o tempo, este grupo de sobreviventes cresceu, assim como a Arca.
E um problema surgiu: o número de pessoas ultrapassou a capacidade da espaçonave, fazendo com que o Chanceler tivesse que tomar algumas medidas drásticas. Todos os menores de idade, que cometessem algum tipo de delito (qualquer um era considerado delito. Ex. Roubar pão), ficariam presos até completarem 18 anos. E quando o completassem, seriam mortos.
Foi aí que o Conselho teve uma ideia para acabar com essas mortes. Resolveram escolher 100 menores de idade presos para voltar a Terra. Eles iriam verificar se o planeta ainda poderia ser habitável. E se fosse, seus crimes seriam perdoados e a população residente na Arca voltaria a morar no Planeta.
Nos primeiros episódios, a série se passa em três cenários. O que acontece na Arca e como eles (tentam) controlar os 100 adolescentes. O conselho instalou um dispositivo em cada um, que informaria o estado físico deles, assim eles saberiam como o planeta os afetava. 
O segundo cenário mostra como os adolescentes estão se virando na Terra. E esta é a parte mais interessante da série. Já que tudo que acontece ali, afeta a Arca. E outra coisa, diria que esta é a parte política da história. É incrível ver como é desastroso quando adolescentes criminosos estão sem qualquer tipo de poder que os comande.
Sendo necessário, a formação de leis e de um líder. O problema é quando existem dois líderes, com ideologias completamente diferentes (Pressinto rebelião). Essa parte da série faz um paralelo a história de como as cidades se formaram. 
E o terceiro mostra o passado. É com esse lado que você vai entendendo a história por detrás dos personagens. E começa a entender suas atitudes e características. Essa é a parte mais surpreendente. 
Mas a história não fica só nisso, não. Aqui vai um spoiler: Os 100 não estão sozinhos na Terra. Existem pessoas que sobreviveram á radiação, e elas não são exatamente muito legais. OOPS!
Tá, tem uma história legal. Mas e os personagens? Bom, digamos que ninguém (e essa é a melhor parte) é santo. Eu já estava cansada de séries que mostravam vilões e mocinhos, sabe? É legal ver uma que os mostra com defeitos e qualidades, enfim, como humanos.
A história também é bem crítica e tem como tema a sobrevivência e o sacrifício. Eu a-m-o esses temas, que me lembram um pouco de Jogos Vorazes, porém sem a capital sádica. Uma coisa que me incomodou nos primeiros episódios foi a falta de expressão dos atores. O que melhora drasticamente com o passar dos episódios. Creio eu que eles ainda não estavam se sentindo muito á vontade com os personagens no começo.

Ah, e a trilha sonora? AAAAAAH <3 (É CW né, minha gente) Várias músicas que conheci durante os episódios, já foram colocadas nas Playlists da Semana hehe. 

Bom, se você ainda não se convenceu com o que eu disse, assiste o trailer vai! Garanto que a música e a história irão te conquistar ;) 

Trailer The 100 - Legendado
Bom, agora se você gostou, assista e se divirta (: Só não assiste muito rápido, okay? A segunda temporada estreia em Setembro \o/

Fotos: Google Imagens

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A Importância de Recordar

É engraçado como uma música, uma foto ou uma conversa perdida no celular pode te levar de volta a um momento. Eu sei o que as típicas frases dizem: “Não é legal reviver passado”, “Vira a página” e muitas outras (facebook está cheio delas). 

Mas as pessoas costumam inverter a situação inteira. Só porque você teve uma experiência ruim, não significa que você precisa abandonar tudo o que viveu. 

Acredito que quanto mais você impõe a si mesmo essa condição de esquecer o passado, mais você se lembra dele. Eu cheguei a um ponto, em que eu não me arrependo mais de nada que eu tenha feito (quer dizer, por enquanto né). 

Se eu magoei alguém ou se me magoaram, já não faz mais tanta diferença. Já está feito, não? Procuro tirar as lições de cada coisa. Só pra não correr o risco de errar de novo. O que é meio impossível, já que o dia em que eu parar de errar, significará que eu não tenho mais nada a aprender.

A nossa vida é como um armário. Repleto de gavetas e esconderijos secretos, onde guardamos tudo aquilo com que nos importamos. Quando conhecemos alguém e sentimos algo, uma gaveta é aberta. 

E lá guardamos tudo o que é relacionado a esta pessoa. É verdade que existem uns alguéns muito especiais, que ocupam mais de uma gaveta. Já que o espaço é correspondente ao do nosso coração.

Quando algo dá errado, podemos até jogar as lembranças ao vento ou queimá-las. Mas o coração sabe que o espaço continua lá. Dentro de você, em algum lugar. Podemos fugir do passado, mas em algum momento ele nos encontra.

Também existem pessoas que abrem uma mesma gaveta para pessoas diferentes. Até o armário inteiro. E você acaba entendendo que o lugar está infestado por cupins e que tudo está prestes a desmoronar. Você até pode participar da mobília, mas nunca terá um lugar fixo nela.

De vez em quando, ocorre um abalo sísmico em nosso peito e uma gaveta antiga se abre. E com ela, voltam várias memórias, inclusive a versão antiga de nós mesmos. E pode ser que por haver tanta coisa dentro dela, você nunca mais consiga fechá-la. Pode ficar emperrada ou você pode não ser forte o suficiente para isso.

O passado faz parte de todos nós. Não há uma maneira de se livrar dele. Você nunca o esquece totalmente. Eu concordo com a ideia de seguir em frente. 

Mas apenas lembre-se que você só é assim hoje, por causa de todas as suas experiências. Então, nada mais justo que valorizá-las, ao invés de querer se livrar delas.

Quantas gavetas você já abriu? E quantas já foram fechadas? Alguma já emperrou? Já levei o meu armário para o conserto e alguns lugares já foram fechados. Mas percebi que ainda tem muito espaço vazio pela frente.

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Autoconhecimento e Felicidade

Oi, galera. No post de hoje, eu vim indicar um documentário, mas CALMA! Antes que você feche a página, me escuta. Eu sei que a maioria das pessoas tem uma certa resistência em relação aos Documentários em geral. Na maioria das vezes, é aquele tipo de vídeo chato que os professores passam em algumas aulas e que a gente aproveita o tempo pra conversar. 

O documentário que eu estou indicando se chama EU MAIOR. O título não é muito revelador, mas os 89 minutos falam sobre algo essencial para nós humanos, mas que muitas vezes passam despercebidas nas nossas vidas: A Felicidade. Você é feliz? O que é felicidade? Há um sentido nisso tudo?

Estas são algumas das perguntas que são trabalhadas durante o projeto, que motiva você a se conhecer melhor. A felicidade e o autoconhecimento são abordados em diferentes aspectos: na arte, no esporte, na filosofia, na ciência e na religião. 
Garanto que EU MAIOR te fará pensar. Em quem você é e o que está fazendo nessa loucura chamada mundo. Além de nos fazer prestar mais atenção em pequenos detalhes na vida. Inclusive em nós mesmos e principalmente no outro. 

Durante todo o filme, várias pessoas são entrevistadas. Onde você ouve histórias e aprende lições. Tem coisa melhor que compartilhar conhecimento? Ainda mais se influenciar na nossa felicidade :) E eu não vim só falar dele não, abaixo você pode conferir o filme.

EU MAIOR - O FILME
Bom, espero que vocês tenham gostado (e assistido haha). Pra quem quiser saber mais sobre o projeto, é só clicar aqui

Fotos: Google Imagens + Montagem minha da frase.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

No Fundo do Armário: O Paradoxo do Nosso Tempo


Temos casas maiores, mas famílias menores.



Mais conveniência, mas menos tempo.



Temos mais diplomas, mas menos senso.


Mais conhecimento, mas menos julgamento.


Mais especialistas, mas mais problemas.

Mais remédios, mas menos saúde.

Fomos até a lua, mas temos dificuldade em

atravessar a rua e ir conhecer o vizinho.


Fabricamos mais computadores para ter mais informação do que nunca,

mas nos comunicamos menos.

Quantidade sobra, qualidade falta.


Tempos de fast food, mas de digestão lenta.

Homens grandiosos, mas de caráter pequeno.

Lucros profundos, mas relações rasas.

É um tempo em que há muito na janela,

mas nada na sala.


O texto foi escrito pelo monge Dalai Lama e postado no blog Update or Die. Na Tag "No Fundo do Armário", postamos textos de diversos autores. 

Foto: We Heart It

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Playlist da Semana: Sem Voz, Mais Música

Foto: We Heart It
Olá (: Não sei vocês, mas eu sou uma matraca (uau, nunca escrevi essa palavra). Falo tanto que a minha boca (e as pessoas) não aguentam haha. O que acontece, é que depois de cantar muito no chuveiro, eu perdi a minha voz =D E nesse tempo que eu tive que ficar meio 'muda', acabei pensando nas coisas que eu queria falar, mas não conseguia.

Percebi o quanto eu falo sem pensar e muitas vezes sobre coisas desnecessárias. Entendi literalmente aquela frase: Melhor ficar quieto do que falar besteira (nem sei se isso é ditado, mas ok). 

Enfim, eu sou super a favor de se comunicar com as pessoas, mas grande parte do mundo (eu inclusa) deveria tirar um tempo pra falar menos e pensar mais nas coisas que diz. Afinal, a palavra pode não significar nada para você, mas pode não ser o mesmo para o outro. Acho que se a gente realmente pensar em tudo que falamos, muitos mal-entendidos e brigas serão evitados. Por um mundo com mais noção, por favor!

Gavin DeGraw - Fire
Alex & Sierra - Just Kids
Bastille - Icarus
Paramore - Hallelujah
Katie Herzig - Drug
Ingrid Michaelson - Be OK
Birdy - Maybe
Ed Sheeran - Don't
E aí gostaram?

terça-feira, 12 de agosto de 2014

TOP 5: Robin Williams

Ontem, fomos surpreendidos com a perda do ator Robin Williams. Como todo mundo já deve ter ouvido por aí, ele foi encontrado morto. Robin lidava com a depressão e o alcoolismo. Mas acredito que todos nós devemos lembrá-lo como o grande artista que foi.

Um verdadeiro mestre, não só do drama, mas também da comédia. É engraçado como eu sinto como se ele fosse um tio distante, já que fui criada em frente a TV. Ou seja, meus melhores amigos eram personagens de filmes e desenhos. 

E Robin Williams estava presente em grande parte disso tudo. Não só da minha vida, como também da vida de muitas pessoas ao redor do mundo. É por isso que fiz o TOP 5 de hoje. Para relembrar alguns dos melhores filmes do ator. 

Uma Babá Quase Perfeita (1993)
Esse é um dos meus filmes favoritos e é o que mais fez mais parte da minha infância. Robin Williams dá vida a Daniel. Um pai que acabou de se separar de sua mulher, mas não quer ficar longe dos filhos. A solução? Ele decide se disfarçar de babá e é contratado pela sua ex.

Nem preciso dizer que tudo acaba em confusão, né? Mas acho que essa é a graça do filme. A história foi revolucionária na época, e Robin Williams arranca boas gargalhadas do público com cenas icônicas do cinema.

Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
Esse talvez seja o filme mais inspirador de Robin. No qual ele é um professor nada convencional de literatura em uma academia tradicional. Ele ensina seus alunos não só a se oporem ao controle que lhes é imposto, como também os apresenta a Sociedade dos Poetas Mortos. 

A história é incrível e faz com que você veja as coisas de um novo ângulo. É um daqueles filmes que te transforma e faz com que você leve várias lições consigo. E nele, podemos ver a competência de Robin em um filme de drama.

Jumanji (1995)
Esse é sem dúvida, o meu filme favorito. Pra quem conhece Zathura, saiba que foi inspirado em Jumanji. E mesmo sendo mais velho e os efeitos especiais não sendo tão Hollywood quanto Zathura, acredito que Jumanji se supera no roteiro e na interpretação. 

É mais que um jogo, é uma aventura onde qualquer criança e adulto que assista se sente envolvido pelo que acontece. Robin Williams dá vida a Alan Parrish, um menino que acha um jogo enterrado (meio creepy, né?) e o joga com sua amiga Sarah, o que acontece é que em uma das jogadas, ele é engolido pelo jogo e levado a uma selva. 

Depois de 26 anos, Alan, Sarah e mais dois irmãos voltam a jogá-lo. Com a esperança de terminá-lo. O filme em si não parece para crianças, o mistério em volta do jogo é bem obscuro, e essa é a melhor parte (:

Ps: O filme tem Kirsten Dunst bem novinha. 

Patch Adams (1998)
O filme foi baseado na vida de Hunter "Patch" Adams. Um homem que após ter tentado se suicidar, decide ir para uma clínica psiquiátrica. No hospital, ele percebe como consegue ajudar as pessoas com seu bom-humor. 

Então, ele decide estudar Medicina e aos poucos, vai levando sua alegria aos pacientes. Causando um certo espanto nas pessoas, mas que vão se acostumando com sua compaixão. Robin Williams dá vida ao médico. Mais um filme emocionante para a lista. 

O Homem Bicentenário (1999)
Para o ano de 1999, esse foi um filme muito ousado. Nele, uma família compra um robô chamado Andrew (Robin W.), com a intenção de que ele realize diversas tarefas domésticas. E no filme, vemos o passar dos anos. Andrew conhece diversas gerações da família original, até que decide abandoná-la para seguir sua própria jornada. 

O que acontece é que, o robô começa a desenvolver emoções e personalidade, e sai em busca de uma forma para seu problema: ele quer se tornar humano. O filme é uma grande aventura, totalmente inspiradora que trazem várias frases bonitas pra levar pra vida, sabe? 

É meio difícil listar todos os filmes incríveis dos quais Robin trabalhou, já que sua carreira é extensa. Outros filmes que também merecem ser vistos com o ator: Uma Noite no Museu, Férias no Trailer, Hook.

Acho que talvez a característica mais incrível dele, seja que seus filmes nunca eram vazios, sem lições. Mesmo quando era uma comédia, a intenção era mais do que fazer o público rir, mas sim passar uma mensagem. Por um mundo com mais Robin Williams.

Fotos: Google Imagens
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