Pular para o conteúdo principal

Escolha o Que Te Faz Feliz

Eu sempre soube o que eu queria ser quando crescesse. E não, a resposta não era grande. Sempre quis ser cantora, a música sempre foi e sempre será minha paixão. Mas, conforme eu fui crescendo, percebi que as coisas eram um pouco diferentes do que eu tinha imaginado. 

Família, amigos, professores sempre banalizavam a área artística, alegando ser impossível obter o sucesso na carreira. O que era irônico, já que, todos ali eram fãs de alguém nesse meio.

Então, eu nunca falei sobre isso, sobre esse meu sonho. Quando eu entrei no Ensino Médio, começou aquela pressão pela escolha da profissão e eu vi que todos haviam se dividido em diferentes áreas: Exatas, Humanas e Biológicas. 

Nunca me dei bem com cálculos e até gostava de Biologia, mas não era pra mim. Humanas foi o mais próximo que eu cheguei. Sempre gostei de escrever, então quando me perguntavam, eu dizia que faria Jornalismo.

Novamente, todos criticavam a carreira e repetiam que NINGUÉM obteria sucesso no meio. De novo? Será que eu era tão sortuda assim pra sempre escolher uma carreira que as chances eram zero de sucesso? Então, eu resolvi pesquisar. 

Vidas de pessoas bem-sucedidas e as diversas carreiras que elas seguiram. E eu descobri algo que serviria para que eu não ouvisse mais ninguém, apenas o que eu sentia e o que EU queria.

Descobri que o Sucesso, essa palavra que tanta gente gosta de usar, mas que quase ninguém sabe o que significa, é subjetivo. Isso mesmo! Para mim, ser bem-sucedida pode ser fazer o que eu gosto e ser feliz com isso. Para outros, ter sucesso pode ser ganhar dinheiro. Não vou negar, ele é importante, estaria mentindo se falasse o contrário. 

Acontece, que ele não é o essencial. Dinheiro não traz felicidade, mas sim conforto e segurança. E o que eu realmente vejo agora é que quando você realmente gosta do que você faz, você vai ser bem-sucedido, vai crescer. 

Sabe, por que? Porque você está fazendo algo com paixão, está dando tudo de si, e quando isso acontece, o que você faz deixa de ser trabalho.

Todas aquelas pessoas que sempre criticam as escolhas alheias, estão ansiosas para que você também desista do que sempre sonhou. Já que elas fizeram o mesmo e se sentiram vítimas da vida. 

São essas pessoas que reclamam do trabalho e que não o fazem bem feito. É como um ciclo, elas não obtiveram sucesso e para se sentirem melhor, esperam que o outro também não o obtenha.

Esse ano, entrei na faculdade. E admito, não era o que eu sonhava. Entrei por estar sem condições para fazer o que eu queria e como consegui passar numa pública, foi a melhor saída. Mas, não pensem que eu desisti dos meus sonhos. Eles estão mais vivos do que antes. E eu estou numa maratona, correndo atrás deles.

Se você está passando ou vai passar por isso, apenas te dou um conselho. Não tente fazer as pessoas felizes, porque alguém sempre irá te criticar. Tente fazer você feliz, porque as pessoas que realmente gostam de você, vão te apoiar ao ver o seu Sucesso. 

E quando ele chegar, você vai se orgulhar de ter se esforçado tanto, e não estará exausto. Afinal, você irá ter alcançado aquilo que sempre sonhou.

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Verdade Sobre os Desenhos

Como qualquer criança normal, eu passei minha infância assistindo desenhos (ainda assisto haha). Só que quando a gente cresce, passa prestar mais atenção ainda neles. Outro dia, eu descobri alguns significados ocultos de um desenho que eu assistia, e resolvi pesquisar MAIS sobre outros. Veja abaixo. 7 Monstrinhos O desenho era exibido na Tv Cultura. E quem era fã mesmo, tinha até a música de abertura decorada hehe. Tudo muito lindo, mas e se eu te dissesse que ele era uma crítica contra o nazismo? Isso mesmo. De acordo com algumas teorias, os 7 monstrinhos representariam a visão dos alemães sobre os judeus.  Eles eram vistos como monstros, possuíam o nariz bem grande, e olha só que coincidência: No campo de concentração, eram identificados por Números. Um dos personagens usava um pijama listrado bem idêntico ao uniforme que os judeus que eram presos tinham que usar, e eles também moravam no sótão (local onde os judeus se escondiam).  Bob Esponja Para o ...

thread de despedida.

é engraçado pensar que eu via o meu twitter como um lugar seguro para despejar minhas memórias, arquivar minhas fotos e deixar ali os meus sentimentos mais infames: sem muita coerência ou vergonha e cheios de volatilidade.  e assim como as emoções se dissipavam, os registros agora também se transformaram em coisa nenhuma. deixaram marcas em quem conhecia e insistia em insistir, mesmo com a quantidade absurda de propagandas, inverdades e um dono megalomaníaco. um espaço que me acompanhou durante a adolescência, o início da vida adulta e que pasme, também me fez ver o brasil como uma coisa grande e única, acho que tive ali minha primeira percepção de coletividade nacional.  e ao mesmo tempo em que via como todas as experiências eram universais, também chegaram a mim perspectivas absolutamente únicas.  o que um dia foi um lugar de reclamação rotineira e individual se tornou um espaço de acusações inflamadas, revolta generalizada, onde palavras sem vírgulas não eram o problem...

decrescente

quando eu estava passando pela adolescência, juntamente com o turbilhão de emoções saltitantes e em declínio, acontecia uma coisa engraçada. todo dia quando acordava, me via maior do que no dia anterior.  não que eu seja grande, mas por alguns anos, cresci como numa corrida quase que involuntária, sem depender muito de mim ou de algum esforço meu.  assim como a minha altura mudava literalmente do dia para noite, ano após ano, eu também mudava de sala de aula, matérias e professores. mudanças que dependiam de mim, mas que também seguiam a lei natural escolar brasileira.  minha vida caminhava pra frente, mesmo que eu não estivesse afim ou que eu não soubesse direito qual decisão seguir. assim como tantos, vivi esses anos achando que seria sempre assim. que tudo se encaminharia, correria seu curso natural, progressivamente.  de tanta estabilidade, acho que hoje me sinto em queda. acordo todos os dias do mesmo tamanho e não sei se me sinto progressiva, em crescimento. às...

cativante cativa

entre intervalos de páginas em branco encontro títulos curiosos de filmes ou capas que cativam o meu olhar de tal forma que declaro "precisamos ser apresentados". às vezes consigo assistir logo que os conheço, mas tem horas que perco a deixa ou pior, não encontro uma maneira de conhecê-los a tempo. mesmo que o tempo não tenha uma hora certa para as coisas acontecerem. acho que não sou assim só com filmes, mas também com pessoas. os donos dos nomes que me atiçam a curiosidade ou as imagens que vejo (e crio?) de alguns humanos me dão vontade de conhecer mais. quero ver, escutar, assistir, tocar, conversar, viver. e quando não posso, me sinto frustrada. como já é de conhecimento comum, a expectativa é a mãe da roubada, mas dessa família eu infelizmente ainda não sou capaz de me desvincular. ler 2 capítulos de um livro perfeitamente interessante e ter que fechá-lo é, pra dizer o mínimo, decepcionante. não que eu não esteja acostumada a coletar decepções, - minha média é de duas p...

pequeno milagre subterrâneo.

Hoje teria sido um bom dia para escrever minhas páginas matinais. Infelizmente, acabei acordando e desacordando muitas vezes, o que me fez levantar tarde. Durante todo o caminho, que percorro ao longo de 3 dias da semana, fui pensando sobre como estava me desencantando com São Paulo. Estava muito cansada, com sono e comecei a pensar sobre como gostei menos da cidade nessa semana. Vim pensando nisso durante o trajeto, até que entrei na linha azul e ouvi sons diferentes aos quais eu estava acostumada. Além daquela sonoridade mecânica com propósito claro de informar em alto e bom som sobre o que acontece no metrô, havia algo mais. Uma canção conhecida tocava e em questão de segundos, ela remexia tudo que havia aqui dentro. Um tamborilar de dedos. Uma guitarra dentro do metrô. Justamente uma guitarra! Me lembrei do quanto gosto de arranhar riffs no violão, do quanto amava ver um antigo amigo em seu instrumento favorito, do único show internacional que fui e amei tanto, da maioria das músic...

Fotografando #11

Foto: We Heart It Apesar de Novembro sempre ter sido considerado por mim o melhor mês do ano (já que eu faço aniversário nessa época), ele foi difícil. Em muitos aspectos. Pra falar a verdade, estou feliz que ele acabou, assim alimento aquela falsa ilusão de que dá pra começar de novo.  Mas vamos parar com o mimimi, porque também aconteceram coisas boas: me apresentei com o meu grupo de teatro e a peça não poderia ter sido melhor <3 (até fiz um vídeo mostrando os bastidores ), visitei Curitiba (acabei assistindo o show da Pitty hehe) e gravei vlog falando sobre o que eu aprendi com o teatro .  Ah, também consegui mobilizar uma galerinha para assinar uma consulta pública á respeito de um remédio que o governo planeja parar de distribuir no SUS (meu vô é um dos pacientes que sobrevive graças ao medicamento) e sou eternamente grata a todos que ajudaram . Sério ♥  E confesso que ver essa mobilização virtual por uma causa me fez pensar. Durante boa parte do ...

laudo de agosto.

a percepção do tempo tem sido tão desconexa. algumas coisas deixaram de existir em algum momento desse ano, mas por não saírem da cabeça, parecem nunca ter ido embora. enquanto outras, ainda duvido de que tenham acontecido há apenas oito meses.  minha mente ultimamente tem se movimentado como um pêndulo, nunca completamente certa de onde está, sempre vagando tentando encontrar um bom lugar ao sol - mesmo que não se vejam muitos lugares com algum tipo de vista -.  às vezes me percebo tão enferrujada, como quem tenta voltar à vida, mas que ainda permanece cercada por uma barreira invisível. noutros momentos, parece que ainda tem tanto pela frente, mesmo que os últimos dias tenham sido tão terrivelmente iguais.  é incrível como falta algo em todo lugar que eu vou. estou começando a achar que não são os lugares, mas eu que me fragmentei a tal ponto, que agora pareço nunca estar completa, como quebra cabeça com peças demais.  tudo está perambulando pela minha cabeça, mas ...

Os Signos dos Cantores

Música é uma das melhores coisas da minha vida e acredito que na de muita gente também. Ela está presente em diversos lugares e nas mais diversas línguas, mas na última semana ela está ainda mais em evidência aqui no Brasil. Sim, estou falando do Rock in Rio ♥  Inspirada nessa vibe musical, decidi fazer um post sobre os cantores, mas de um jeitinho diferente. Quem me conhece, sabe que eu amo astrologia e, geralmente, acho alguma semelhança entre pessoas do mesmo signo.  Então, para celebrar a minha mania de procurar o aniversário dos cantores, resolvi reunir muitos deles em um post :) Lembrando que podem existir diferenças nos perfis que eu descrevi, dependendo do ascendente e da posição das casas , okay? Agora vai lá, ler :P Áries Os arianos são conhecidos por iniciar, colocar em prática coisas que ainda não foram realizadas. E que, por esse motivo, sempre são lembrados por seus feitos.  Áries é o tempo de começos e isso fica ainda mais evidente a...