segunda-feira, 15 de setembro de 2014

De Volta Para o Passado

Há alguns anos atrás, fiz uma cartinha sobre o que eu esperava do futuro. Falava sobre as pessoas que eram próximas a mim e sobre o que eu queria ser quando crescesse... Aos 12 anos, eu queria viver de escrita, fazer faculdade de Jornalismo e (tentar) mudar o mundo. 

Queria que as minhas amizades daquele tempo durassem pra sempre. Queria ser cantora também, nas horas vagas haha. Quem nunca, né? Sempre me lembro de como eu questionava o meu pai sobre ele ter feito um curso que não gostava, ou o porquê dele estar em um emprego que não suportava. 

Ele dizia não saber ou que não havia tido escolha. O que acontece, é que na minha cabecinha de pré-adolescente, eu simplesmente não entendia. Mas sempre há uma escolha, eu dizia. Bom, agora com 17 anos, eu entendo. Eu sei que sempre existe uma escolha. Mas isso não significa que nós somos capazes de fazê-la. 

Assim como o meu pai, eu estou presa em um curso do qual eu não gosto. A maioria das minhas amizades daquele tempo não duraram para sempre. E eu temo que as atuais não durem o tempo de faculdade. 

Sinto saudade do tempo em que tudo era simples, quando eu disparava questionamentos onde quer que eu fosse (essa última parte ainda acontece). Mas sinto falta de ser uma pessoa inspiradora, já que toda criança traz um pouco  desse sentimento. 

Eu só sei que o tempo está passando muito rápido. E eu ainda tenho sonhos, mas ás vezes é difícil, sabe? Algumas vezes, um pensamento lampeja pela minha mente e eu vejo todo o meu futuro. E ele simplesmente não parece algo que eu queira. 

Não quero acabar como aquelas pessoas com um destino traçado pelos outros, sendo empurrado pelo vento. Quero domá-lo e controlar essa brisa. Minha mente me diz que eu preciso achar o barco certo para cruzar oceanos. Mas minha intuição me diz que ela está errada, que eu não preciso de uma arma perfeita para conseguir o que eu quero. 

Esse perfeccionismo me faz esperar por algo melhor, que nunca acontece. Porque não existe. Preciso aprender a amar essa imperfeição e desistir de tentar eliminá-la. Quero trazer de volta aquela menina de 12 anos, cheia de vontade e inspiração. Aquela que tem vontade de mudar o mundo, não esta que tem medo de ser engolida por ele. 

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It 

2 comentários:

  1. Nossa, crônica de tocar o coração! Eu tenho 14 anos e também sou perfeccionista e tenho pensamentos bem parecidos com os seus de 12 anos. Realmente é complicado. Amei mesmo, continue sempre escrevendo! Ganhou uma leitora fiel!!!
    Beijos <3
    http://mybookandmylife.blogspot.com.br

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    1. Ownti, obrigada Vitoria ((: Fico feliz que tenha se identificado, volte sempre e seja bem-vinda :D Ah e eu quero mais resenhas, ok? haha. Adorei a que você fez, espero que seja a primeira de muitas. Bjs ♥

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Pode comentar que eu não mordo :P

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