segunda-feira, 14 de abril de 2014

Muros Que Criamos

Oi, gente. Nossa, como eu estava com saudade de postar aqui. Bom, nesse fim de semana fui viajar o//. Então, fui a Curitiba pela primeira vez (na verdade, nunca tinha ido ao estado do Paraná). E adorei. Espera, esse é assunto para outro post, ainda tenho que editar as fotos da viagem pra postar aqui, e espero ser mais rápida do que da última vez kk. 

Parece coisa do destino, mas toda vez que eu viajo, é como se o universo soubesse que eu precisasse de uma viagem. Acontece isso com vocês, também? Sempre aproveito o tempo 'fora' para pensar na vida e resolver problemas, além de conhecer lugares novos. É como se, toda vez que eu saísse da minha caixinha, conseguisse olhar a vida de uma perspectiva diferente.

O post de hoje é mais sobre um conselho, ou um auto-lembrete pra mim. Vou contar uma história bem bonitinha pra vocês. A típica comédia romântica americana. Garota se apaixona por Garoto. Algo dá errado. Os dois saem machucados. Normal, certo? Só que ninguém conta o que acontece depois disso.

Cada um lida de um jeito. Existem pessoas (como eu) que se fecham. Literalmente. Constroem verdadeiras muralhas ao redor de si mesmo. E dificilmente deixam algo passar. Parece super forte e bonito por fora. Mas desmorona por dentro. É como um ciclo vicioso. Da primeira vez, te dá força e faz com que você seja capaz de enfrentar mundos.

Mas, depois de algumas vezes, você fica tão concentrado em não deixar ninguém entrar, que simplesmente se esquece de como abrir as portas. Você até acha a chave, mas algo em você te torna incapaz de encaixá-la na porta. Agora, não é mais tão bonito, certo?

Eu sempre achei que vulnerabilidade fosse sinônimo de fraqueza. Agora eu entendo o quão errada estava. Agora, que existe alguém do outro lado do muro que eu mesma contruí, tentando me alcançar, não consigo sair. Me sinto presa nesse labirinto chamado auto-preservação. Estou tentando quebrar o ciclo. Mas, como todo viciado sabe, é difícil. E eu sei que só eu posso derrubá-lo.

O que me deixa mais triste, é que isso é comum. Todo mundo quer preservar a si mesmo. Mostrar que se importa com o outro é o mesmo que ser fraco. Mas sem se importar, não existe amor. E sem ele, não somos nada.

Se você andou de bicicleta, e caiu da primeira vez, não significa que não possa andar de novo. Apenas precisa subir novamente, e ir por um novo caminho. Se você cair de novo, levante. Com certeza, se levantará mais rápido da próxima vez. Continue levantando, até que um dia você pare de cair.

-Para todos aqueles que não conseguem encaixar a chave na porta.

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It

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