quarta-feira, 18 de abril de 2018

Coisas que eu te diria se você estivesse aqui.

Hoje lembrei de você.

Voltava do mercado. E não conseguia parar de admirar a luz que batia com tudo nas árvores. O exato tom que a gente costumava observar. Daquele tipo que chega no finzinho de tarde, antes de tudo ficar escuro.  

Vi um pinheiro do tamanho do mundo e ele me lembrou o cenário de nossos últimos momentos juntos. A gente não conversava muito como antes. Mas nem precisava, nos amávamos um bocado. 

Desde que eu era criança, a gente sorria um pro outro sem saber o motivo. E se tem uma coisa que você amava fazer era sorrir. Amava mais ainda fazer os outros sorrirem. E eu amava isso em você. 

É vô, um grande comediante fez morada dentro de ti a vida inteira. Cê era tão tímido. E usava o humor como ninguém pra fazer isso passar batido.  

Faz dois anos que eu não te telefono aos domingos. Que você não me diz que vai dar uma voltinha todo feliz da vida. Que eu não faço você assistir a programas que você detesta e eu amo. 2 anos sem dizer "um beijo, um queijo". 

A vida tá boa. Como sempre foi. Mas às vezes falta você. 

Quando como algo que você sempre me oferecia e eu (burra) me recusava a provar. Ou quando me sinto criança de novo. As duas coisas acontecem com frequência.

Você via o melhor em mim e confesso que eu sinto falta disso. 

Nunca te vi como alguém mais velho, mas como um garoto atemporal que funcionava como meu melhor amigo imaginário. Você me fez querer carregar essa leveza comigo até o fim do que eu chamo de vida e ser pra alguém o que você foi pra mim.

Certa vez, te perguntei se você tinha medo da morte. Você nunca respondeu. E eu não te perguntei de novo. Até hoje não sei se isso foi uma lição do tipo "não se pergunta isso para as pessoas", se você não sabia ou apenas não queria falar sobre isso. 

Quando você ficou doente, me dei conta de que eu podia perder algo na vida. E por me sentir assustada, eu orei. Eu não tinha fé, eu tinha é medo. Vivi alguns anos desse jeito. Aproveitando cada filme nosso, como se fosse o último.

E no momento em que você deixou de fazer parte do meu dia-a-dia, eu passei a pensar que havia te perdido. Só aí passei a dizer que te amava quando te via. Porque quando terminava o abraço, eu sempre me perguntava "seria este o último?". Mas nunca era. Até que um dia foi.

E aí eu percebi que de nada adiantou o medo. Eu não tinha como controlar nada. E também não tinha como te perder. Isso não acontece com o que tá dentro da gente. Às vezes dói, como hoje. Mas na maioria das vezes em que eu encontro um alfajor da turma da mônica ou um celta azul na rua eu me lembro e sorrio.

Bem do jeito que você me ensinou. 
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Foto/Texto: Carol Chagas

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domingo, 18 de março de 2018

Algumas metas pra chamar de minhas.

Eu sou e sempre fui a louca das listas, metas e afins. E desde janeiro, tenho pensado e repensado sobre o que quero para minha vidinha em 2018. De tanto pesquisar sobre o assunto, acabei esbarrando nesse vídeo da Anna Akana.

Nele, ela conta um método que ela utiliza desde adolescente para se aprimorar em várias áreas da vida. Ela utiliza as categorias: intelecto, emocional, saúde (mental), finanças, saúde (físico), espiritual e artístico. 

Depois disso, ela escreve o que mais quer fazer de acordo com cada categoria e transforma isso em metas. Com o método dela, a gente se obriga a pensar na vida como um todo e a tentar melhorar todas as partes dela em busca do tal do equilíbrio.

Mesmo já sendo março, resolvi fazer um post sobre isso pra compartilhar esse método pra lá de maroto. Fiz com as minhas metas de exemplo pra vocês entenderem como funciona. 

Agora só falta colocar tudo isso aí em prática! ;)

- Ler 24 livros
- Treinar meu inglês
- Aprender alemão
- Aprender lettering
- Fazer cursos de escrita
- Fazer um curso online por período (a cada 15 dias)
- Me inscrever em todas as bolsas que eu encontrar

- Sair com meus amigos nos fins de semana (sem ser apenas em festas)
- Dedicar um tempo para família (compartilhar com eles o que acontece na minha vida)
- Treinar violão (todos os dias)
- Criar uma rotina pra chamar de minha
- Treinar piano (3x por semana)

- Meditar (todas as noites)
- Escrever todos os dias (sobre o meu dia e outras coisas)
- Usar redes sociais no celular apenas depois de eu terminar tudo que eu tenho que fazer

- Gastar apenas metade do meu salário
- Fazer compras do mês no mercado mais barato do bairro
- Escolher (bem) em quais festas eu irei por mês
- Anotar TUDO que eu gasto
- Levar marmita pro trabalho 1x por semana

- Andar (pelo menos) 2x por semana
- Beber água todos os dias
- Incluir alimentos diferentes na minha vida
- Comer legumes e frutas 3x por semana
- Fazer (pelo menos) um suco natural por semana
- Aprender a beber álcool que nem gente (sem recassas e pts, amém)

- Ler mais sobre mindfulness
- Ler sobre budismo
- Meditar (todas as noites)
- Fazer cursos que desenvolvam minha inteligência emocional
- Acender uma vela (todos os dias - mesmo que por pouco tempo)

- Roteirizar um curta
- Aprender a editar vídeos (alô premiere)
- Aprender a criar um catálogo e um infográfico (alô indesign)
- Escrever todo fucking dia
- Manter a média de 1-2 postagens aqui e 1 vídeo por mês no canal


Me contem o que vocês acharam do método!
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Fotos: Pexels
Edição: Carol Chagas

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