terça-feira, 23 de agosto de 2016

Versões acústicas melhores que as de estúdio.

Não sei vocês, mas eu amo ouvir versões acústicas de músicas. Apesar da qualidade de dentro de um estúdio ser indiscutivelmente melhor, adoro como os cantores deixam suas canções mais lentinhas ou apenas mudam alguns de seus arranjos ao cantar em público. 

Pode parecer que quase não há diferença entre uma versão e outra, mas o acústico sempre tem mais vida. Esteja ela presente na voz do cantor ou na própria melodia modificada. E para ilustrar o meu argumento, decidi fazer uma lista de músicas que fazem com que eu me emocione junto com os cantores ♥  

Last Hope - Paramore

The One That Got Away - Katy Perry

Blank Space - Taylor Swift

Broken Strings - James Morrison

Torri Kelly - Hollow

Jamie Scott - Unbreakable

Alex & Sierra - Bumper Cars

John Mayer - Slow Dancing in a Burning Room



E aí de qual acústico vocês gostaram mais? O meu favorito é o do John Mayer ♥ 

Até um próximo post! 

Gif: Tumblr

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

EVERYDAY PROJECT: JULHO/2016.

Resolvi criar a categoria Everyday Project pra divulgar os vídeos que eu tenho feito para o projeto filmográfico que eu contei aqui. Como também acabei com a Awesome do Mês, decidi juntar os updates/reflexões desse período em um único post. 

Aconteceram tantas coisas em Julho que, confesso que fiquei feliz pelo fim desse amado mês. Relembrei como fins de semestre são corridos na faculdade, ainda mais quando você não vê a hora do último dia de aula chegar para pegar o ônibus mais próximo para casa :)

A oficina de cinema (contei dela aqui) começou e acabou nesse mês, fui a um churrasco GRATUITO (quer mais amor do que isso? ♥) dos veteranos, entreguei uma lista (que parecia infinita) de trabalhos, assisti alguns filminhos brasileiros na faculdade (vai ter post sobre eles logo!) e fui a mais um sarau maravilhoso de se ver/ouvir. 

Abaixo está o resuminho de Julho em videozinhos, espero que vocês gostem :) Ah, como esqueci de divulgar, o vídeo de Junho está aqui.


E aí, alguém já tentou participar do projeto também?

Até um próximo post!

Foto: Carol Chagas

sábado, 13 de agosto de 2016

Quem você era nas Últimas Olimpíadas?

Eu tinha 16 anos. Tinha acabado de entrar em uma escola nova, bem mais difícil que a minha anterior. Era completamente tímida. Muito mais do que sou hoje. Falava com poucas pessoas da minha sala e geralmente, ficava extremamente nervosa quando isso acontecia.

Mal sabia que os serumaninhos que eu mal olhava na cara na época, iriam se tornar os amigos com quem eu iria compartilhar meu dia-a-dia anos depois, via whatsapp. Outro aplicativo que eu ainda nem conhecia. Me apegava com todas forças ao MSN e me recusava a criar uma conta no Facebook. Ainda não tinha perfil lá também. 

A minha internet servia para três coisas: tumblr, stardoll e boxhead. Com 16 anos, eu amava biologia (ainda tenho uma queda), odiava química (agora a amo) e não fazia ideia do que ia prestar no vestibular. 

Como estava viciada na série House, pensava seriamente em ser neurologista. Estava no segundo ano do Ensino Médio, mas já tinha começado a me preocupar com faculdade. Eu nem fazia ideia de quanto tempo ainda ia me preocupar com isso. 

2012 foi um dos anos em que eu mais devorei livros (tinha acabado de conhecer a série Fazendo Meu Filme), séries e filmes. Assistia Gilmore Girls, Friends, The Carrie Diaries, The Vampire Diaries (era team Delena e surtava com os momentos dos personagens) e Ghost Whisperer (Saudades Melinda! <3). 

Ainda não havia desistido de Pretty Little Liars e era viciada em achar covers no youtube (ainda sou, confesso). Durante este ano, tive minha fase Britney. Passei 2012 inteiro ouvindo todos os cds da cantora, criei até um tumblr em homenagem a ela :P 

Hoje mal escuto as músicas que ela costuma lançar. Falando em música, minha grande paixão da época também era a Avril. Eu ouvia sem pausas o álbum Googbye Lullaby. 

Aos 16, almoçava todos os dias na casa da minha vó, tirava um lindo cochilo e depois ia trabalhar com minha mãe. Era viciada em mistinho (comia 2 por dia), brigadeiro de copinho (ainda sou!) e  alfajor da turma da mônica. 

Lia revistas da Julieta (a amiga/namorada do menino maluquinho) e tentava escrever musiquinhas em um caderno (que tenho até hoje haha). Ainda fazia inglês e era completamente viciada nas aulas, por esse motivo, as sextas-feiras eram o melhor dia da semana. 

Em 2012, eu era mega insegura e arranjava mil defeitos sobre o meu corpo e o meu jeito de ser. A minha timidez não só me impedia de conhecer pessoas novas, como também impedia que as mesmas me conhecessem. Mas eu só fui perceber isso tudo bem depois.

É engraçado como a gente vai vivendo e não vê nada de diferente em relação ao nosso eu do passado, mas quando olhamos mais de perto e, começamos a lembrar do que gostávamos/fazíamos, percebemos que mudamos. E você, como era nas últimas olimpíadas?  

Texto: Carol Chagas
Foto: Google Imagens

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Livro: A Culpa é das Estrelas ♥


Sinopse
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. 

Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Antes de ler o livro, eu já havia visto a adaptação de "A Culpa é das Estrelas" para os cinemas. Por ter me divertido tanto com o filme, achei que o livro não chegaria aos pés dele no quesito comédia (já que o longa é recheado de momentos engraçados), porém me enganei. 

Os diálogos escritos são tão irônicos quanto (talvez até um pouquinho mais) àqueles falados pelos atores. O que me leva ao próximo ponto: a adaptação foi extremamente fiel ao livro. Conforme eu devorava as páginas, cenas do filme apareciam na minha cabeça. 

Só que eu mergulhei mais na história ao lê-la do que quando a assisti. Talvez seja porque existem mais detalhes no livro em si ou por eu ter conversado durante o filme todo (sim, sou dessas) ao assisti-lo. 
Consegui me emocionar (algo que não acontece com frequência em livros) em diversos momentos, além de rir com a ironia presente durante a história inteira. Eu me apaixonei pelos personagens (Hazel e Augustus) e adorei a forma como o autor conseguiu criar personalidades tão distintas e interessantes.

"A Culpa é das Estrelas" não fala apenas sobre o amor, mas trata também de reflexões á respeito da vida e da morte. O livro não "romantiza" a doença (como li em algumas resenhas), mas ele mostra como nossas vidas são vulneráveis e insignificantes para o universo. 
E apesar de só ter lido dois livros do John Green, acredito que esta seja uma característica literária do autor. A busca pelo sentido. Quem somos e o que estamos fazendo nesse mundo são perguntas que parecem inquietá-lo o bastante para que ele escreva histórias que contemplem esse tipo de questionamento.

Confesso que fazia um bom tempo que um livro não me prendia e me instigava como este. É como se você PRECISASSE saber o que acontece. Apesar de o enredo ser simples (leia-se não é uma ficção em um futuro distópico com diversos vilões, objetivos e missões), ele te cativa porque você se identifica. 
Por mais que a sinopse prometa um drama, o que acabamos lendo é uma história sobre a vida de pessoas. Sim, elas são doentes, mas a doença não é tudo que elas possuem. John mostra uma perspectiva diferente da nossa, mas ao mesmo tempo, faz com que a gente encontre semelhanças com essas pessoas.

Outro ponto para o autor é a quantidade incrível de frases, metáforas, ironias, analogias e trocadilhos maravilhosos! Seria pedir demais por uma vida repleta de diálogos do livro? ♥
"A Culpa é das Estrelas" é um livro que te emociona, alegra, questiona e faz com que você reflita sobre tudo aquilo que vivemos. O terminei com um sorriso no rosto, cheia de reflexões e coisas para pensar. 

Gosto de livro que faz isso com a gente, nos muda de alguma forma depois que o terminamos. E foi isso que o autor fez comigo. Obrigada, John!

Frases Legais
"(...) não existe glória na doença. Não há propósito nela. Não há honra em se morrer de."



"Ás vezes parece que o universo quer ser notado."


"A nostalgia é um efeito colateral de se estar morrendo."

"Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados."

"É quase como se o modo como você imagina meu "eu morto" dissesse mais sobre você do que sobre a pessoa que eu era ou sobre o que quer que eu seja agora." 

"A escrita não ressuscita. Ela enterra." 

"A tristeza não nos muda, Hazel. Ela nos revela." 

"Ainda que o mundo não tivesse sido feito para os seres humanos, nós tínhamos sido feitos para o mundo."

"As marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes."

"Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações."

"Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo."


Ficha Técnica
Nome: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 286
Ano: 2012


E aí, vocês já leram o livro? Quem não leu, ficou afim de ler?

Até um próximo post!

Fotos: Carol Chagas

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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Trilha Sonora: Esquadrão Suicida

Logo que Esquadrão Suicida estreou, choveram críticas negativas sobre o filme. Eu nem estava tão afim assim de assisti-lo, mas confesso que quando soube desse buzz, PRECISEI vê-lo só pra saber se era ruim mesmo. 

Assim que eu saí do cinema, entendi porque uma boa parte do público tinha se decepcionado. Um dos principais motivos foi o fato de o Coringa (MARAVILHOSO JARED LETO) não ter aparecido tanto quanto foi prometido nos trailers. 
Pelos teasers, todo mundo meio que imaginava ele como personagem principal ou pelo menos, parte do grupo de personagens principais. Porém, o Coringa não faz parte do Esquadrão Suicida (o grupo, não o filme) e acredito que a produção só tenha percebido isso depois de criar aquela gigante expectativa para o público. 
Apesar de ficar um tantinho decepcionada sobre esse fato, não concordo com a crítica especializada de que o filme é ruim. Até mesmo porque o visual é maravilhoso, assim como a química entre os personagens. 

A missão do Esquadrão, que é a trama principal do enredo é um pouquinho fraca (principalmente por não haver um vilão de verdade), mas os diálogos bem-humorados compensam. 
Achei bacana o fato de ser contada a história de cada personagem, seja pela apresentação inicial ou por meio dos flashbacks durante o filme. Quem rouba a cena é a Alerquina (OMG! Que mulher!) e o Pistoleiro. 
A primeira é a responsável pela maioria das risadas e o segundo pelo andamento da trama em si. Margot Robbie consegue interpretar a personagem com perfeição, transitando entre o bom-humor e a loucura. É possível dizer ainda que Esquadrão Suicida não seria bom sem ela. 
A Trilha Sonora é um outro ponto que se destaca, já que muitas das músicas contribuem para as cenas, mudando até mesmo o ambiente da sequência. A lista não segue um gênero específico, transita entre hip hop, rock, clássicos, pop e até mesmo eletrônica. 

Por eu ter gostado tanto dela, decidi fazer um post com as minhas preferidas que aparecem no longa ♥


Heathens - Twenty One Pilots

Lil Wayne, Wiz Khalifa & Imagine Dragons w/ Logic & Ty Dolla $ign feat. Ambassadors  - Sucker Pain

Queen - Bohemian Rhapsody (Versão Panic at the Disco!)

Grace feat. G-Eazy - You Don't Own Me

ConfidentialMX feat. Becky Hanson - I Started a Joke 

Gangsta - Kehlani

Kevin Gates - Know Better

Action Bronson & Dan Auerbach (of The Black Keys) feat. Mark Ronson - Standing in the Rain

Eminem - Without Me

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son

War - Slippin' Into Darkness
E aí, você gostou de Esquadrão Suicida? Qual é a sua música preferida?

Até um próximo post!

Fotos: Google Imagens e Tumblr.

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

A Última Awesome do Mês.

Há um aninho, criei o Awesome do Mês com o objetivo de compartilhar tudo que eu achava de interessante na internet em um só post. O tempo passou e como previsto, eu enjoei da categoria. 

Comecei a encontrar muitas coisas e os posts se tornavam extremamente longos ~ e chatos de se fazer. E é por isso que eu resolvi finalizar ele. 

Continuarei postando minhas indicações de links nas redes sociais (leia-se twitter e facebook) e começarei uma nova categoria pra indicar músicas e filmes ouvidos e assistidos no mês.   

Durante Julho, postei bem pouquinho aqui, por motivos de: fim do semestre. Foi bem corrido, mas consegui escrever um textinho sobre desistir de coisas que não fazem bem pra gente, fiz uma lista de músicas que conheci em filmes, listei o que eu encontrei na internet em Junho e fiz mais um EVERYDAY PROJECT

Pronto, podem ver a última Awesome do Mês! Espero que vocês gostem das indicações :)


Links
Foto: We Heart It
42 Logos Famosas antes e agora
Colégio de SP é o 1 a colocar mídias e comunicação no currículo
25 Fotos fora do comum que te surpreenderão
O diretor das suas lembranças é o seu jeito de ver a vida
Como criar sua rotina da manhã - um guia completo!
Quem é seu crush na fila do pão?
7 Benefícios de usar um caderninho no seu dia-a-dia
Das vezes em que não consigo desapegar
Vivendo e Aprendendo
Mais de 5000 filmes clássicos para download legal (de nada)
8 Coisas que Mudaram em três anos de blog


Vídeos
Cartilha: Crie já a sua
Lidando com a saudade like a boss
Christina Grimmie Medley
Mudemos
Meu Filme Pornô
Boas Alunas
Gilmore Girls: Um ano para recordar
O Experimento Russo da Privação de Sono
Idade Média, Clickbait e Sonhos
Tudo Sobre Nouvelle Vague, o cinema novo francês
Heranças de um século aí
Stranger Things: 5 Motivos para Ver


Ana Muller - Fragmentar
Uma amiga minha me apresentou á Ana e, desde então, eu fico surpresa com a voz da menina toda vez que dou o play. 

"Fragmentar" se tornou minha música favorita dela, por motivos de: a letra é impecável (pra embalar as bads ♥) e a melodia com a voz da cantora é completamente envolvente. A Ana conquistou meu coração, espero que faça o mesmo com você :)

Stephen Fretwell - Play
Minha professora passou um filme em sala de aula (The Joneses - muito bom por sinal!) e, tudo ia bem, até que UMA MÚSICA MARAVILHOSA COMEÇOU A TOCAR. Lembro que no mesmo dia, logo que cheguei em casa, já fui procurar por ela na internet. 

Demorei alguns minutinhos pra achar "Play", mas valeu muito a pena! Já perdi as contas de quantas vezes a ouvi, e mesmo assim, o sentimento que vem dela ainda continua aparecendo. A letra e a voz de Stephen Fretwell se completam de tal forma, que me deixa arrepiada. 

Amber Run - I Found
Uma amiga minha me recomendou essa música e, por algum motivo que desconheço, enrolei meses para ouvi-la. Até esbarrar nela mês passado. Confesso que adorei "I Found" pela melodia, mas o que me comoveu mesmo foi o clipe. 

Acho incrível quando um vídeo de apenas 3 minutos consegue criar uma história que envolve quem está assistindo. Dá o play que você vai ver :)

Seafret - Oceans
A grande descoberta musical do mês (e possivelmente do ano) foi a banda Seafret. Esbarrei em "Atlantis" e decidi ouvir o restante do álbum, até que me peguei devorando a discografia inteira deles. 

A voz do vocalista é maravilhosa, mas as músicas meio que envolvem a gente numa vibe que eu não consigo explicar direito. "Oceans" consegue me trazer paz, inspiração e nostalgia. Tudo ao mesmo tempo.

Além das músicas serem incríveis, os clipes são bem produzidos também. Sério, vem ser feliz com Seafret! ♥

Gabriela Pugliesi - Vendi meu sofá sqn
Confesso que eu não ia com a cara da Gabriela Pugliesi. Aquele pré-conceito bem bobo que só me fazia enxergar ela como uma pessoa superficial. É o clássico "não conheço nada sobre isso, mas tenho certeza de que não gosto". 

Isso tudo mudou quando esbarrei no canal dela no youtube. Eu adoro entrevistas e descobri que ela estava reunindo várias pessoas legais em sua casa para um bate-papo. 

Com o passar dos vídeos, percebi que a Gabriela é apenas uma pessoa que se preocupa com sua saúde e que inspira as pessoas com seu estilo de vida saudável. 

Passei a admirar a força de vontade dela ao fazer exercícios físicos e descobrir formas legais de se comer bem. Uma das minhas entrevistas favoritas foi essa aqui com o Rafinha Bastos :)

Carol Moreira
Conheci a Carol Moreira graças ao vídeo que a Lully fez com ela. Fui ver como era seu canal e me apaixonei. Ela também é formada em Cinema e faz diversas reviews de séries, filmes e documentários. 

O canal é perfeito pra quem ama entretenimento, já que a Carol fala sobre eles de uma forma divertida, mas também aponta detalhes que você pode não ter visto em uma obra. Para ver os outros vídeos, é só clicar aqui

Despertar
Durante uma das aulas no projeto de cinema, fomos apresentados a alguns curtas. E confesso que "Despertar" ganhou meu coração. 

Eu adoro suspense/terror e o modo como ele foi filmado, me deixou completamente maravilhada com as cenas e curiosa á respeito da história. Fiquei com muita vontade de uma continuação ou transformação do enredo em um longa.



E aí gostaram de alguma indicação?

Até um próximo post!

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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O que vi e vivi em Guarapuava (até agora)

Meu primeiro semestre em Publicidade chegou ao fim no final de Julho. E junto com ele, também percebi que fizeram quatro meses desde que me mudei para Guarapuava. É engraçado como cresci mais nesse tempo do que no ano passado inteiro.

E como forma de refletir sobre tudo que aprendi e falar sobre a experiência de morar fora, é que decidi fazer esse post. Já fazia um tempinho que eu queria escrever sobre o que eu estava achando da cidade, mas quis esperar até que eu formasse uma opinião mais concreta á respeito do lugar.

PS: Lembrando que a maioria das coisas abaixo são achismos e, assim como eu mudo o tempo todo, eles também podem mudar.

Bom, a lista tá aí, você já pode conferir :)


O pôr-do-sol
Uma das primeiras coisas que eu notei na cidade foi o pôr-do-sol. Na praia, eu era completamente apaixonada pelas tardes ensolaradas, mas em Guarapuava as cores são diferentes. A foto acima foi do primeiro que eu vi e, lembro que ainda com os meus pais, eu estava assustada. 

De morar completamente sozinha em um lugar que eu nem sabia se era bom. Eu sei que vai parecer bem brega, mas esse pôr-do-sol foi pra mim uma espécie de boas vindas. Não sei explicar, só sei que ver isso me fez um bem danado.
O que eu não sabia quando cheguei era que essas cores tão vivas da cidade eram extremamente famosas no estado. Não faço ideia de números ou algo do tipo, mas uma coisa é fato: o pôr-do-sol de Guarapuava realmente se destaca na região <3

A Cidade
Guarapuava ganha disparado de Praia Grande (onde eu morava), no quesito natureza. Não só na minha rua, mas na cidade toda, existem muuitas árvores. 

E como eu nunca vivi em um lugar que fosse arborizado, confesso que ainda fico fascinada toda vez que vou a um parque ou apenas encontro um lugar com tanto verde.
O meu espaço favorito, sem dúvidas, é o Parque do Lago. Ele fica a poucas quadras de casa e é repleto de natureza. Sempre sinto uma paz tremenda quando vou pra lá. Ah, e de vez em quando, ainda rolam umas apresentações no píer, tem coisa mais maravilhosa nessa vida?
Era raríssimo rolar algum show (pago ou gratuito) na minha antiga cidade. Por ficar bem do ladinho de Santos (uma cidade maior que Praia Grande), a maioria das atrações acabavam sendo lá. O que consequentemente, fazia com que eu não fosse em praticamente nada do que rolava por ali. E é nesse sentido que Guarapuava me surpreendeu.
Moro aqui há poucos meses e já ouvi falar de vários cantores e bandas que passaram pela cidade. Em Junho, realizei o sonho de assistir um show do Capital Inicial <3 Acabou não rolando, mas a Pitty também ia fazer um showzinho em Abril. 

Até o Supercombo (Ainda não sei se o show realmente ocorreu, mas a apresentação estava marcada hehe) apareceu em Julho. Então, digamos que, por mais que PG fosse melhor centralizada no país (por ser mais perto de SP), ela nem de longe abrigava tantos eventos assim. 

O Frio
Eu que sempre vivi a vida inteira em praia sob temperaturas altas, sempre considerei que estava "frio" quando eu não passava calor. Confesso que eu não sabia nada sobre o clima de Guarapuava, o que fez com que eu ficasse meio assustada com a primeira frente fria. 
Tomando o sol de cada dia.
Perdi as contas de quantas noites negativaram e de quantos brigadeiros foram feitos pra enfrentar esse friozinho. O importante é que finalmente me acostumei com a temperatura, por mais que eu continue não gostando nem um pouco dela. 

O frio também mudou minha relação com o sol. Quando morava no litoral, eu costumava odiá-lo, já que detestava o calor. Mas agora, aproveitar os (raros) momentos de sol se tornou um hábito de sobrevivência ♥

As Pessoas
Foto: moço desconhecido (juro que não sei o nome dele)
Confesso que tenho tido pouco contato com pessoas que realmente são de Guarapuava, já que a maioria com quem eu falo são de outras cidades. Acredito que este último fato seja o responsável por todo mundo ter se unido tanto :) 

Como todos nós estamos longe de casa (alguns mais, outros menos), se adaptar a um lugar novo com pessoas que estão passando pelo mesmo que você foi infinitamente mais fácil. É engraçada a sensação que frequentemente tenho de conhecer os meus amigos há mais tempo do que realmente conheço. É a beleza da convivência :)

A Faculdade
O Famigerado Bloco Q (de Comunicação).
Confesso que no primeiro dia (e no primeiro mês) de aula, me senti completamente perdida em meio aos corredores e blocos. Ainda tem muita coisa que eu não descobri, mas só de eu já saber onde fica cada departamento já é um grande avanço. 
A praça amorzinho em frente á faculdade.
É engraçado como em um semestre da UNICENTRO, eu me envolvi em mais coisas do que em 1 ano e meio que eu estudei na FATEC. E eu nem culpo a última, acho que por estar mais madura (VELHA), acabei me focando mais em aproveitar tudo que a faculdade tem pra oferecer (já que ela dura só 4 aninhos).
Achei que eu não tinha sorrido durante o trote até ver essa foto.
Foto: Bryan Gonçalves.
Quando comecei a fazer Comércio Exterior, não houve trote porque os veteranos alegaram que "os bichos são protegidos pelo IBAMA". Então, confesso que quando entrei em Publicidade, nem pensei muito sobre isso. Bom, para minha surpresa, desde o primeiro dia, os veteranos daqui interagiram muuuito com os calouros. 

Ao contrário da antiga faculdade que eu fazia, onde ninguém sequer falou com a gente. Sim, teve trote. Mas também aconteceram várias coisas bem legais no meio disso tudo. Acho que essa interação toda fez da minha experiência como caloura completamente diferente da primeira vez. 

E pra melhor, é claro. Eu que pensava em fugir do trote e não socializar com ninguém, acabei me sujando, pedindo dinheiro nas ruas e trabalhando em festa (o que eu amei, confesso ♥).  
Lugar onde ocorreram a maioria das aulas da Oficina :)
Além das aulas na faculdade, me inscrevi na Iniciação Científica (que começa pra valer em agosto \o/) e participei de um projeto bem bacaninha sobre cinema. 

Era uma espécie de oficina, para todas as idades, que tinha como objetivo gravar um curta com celulares <3 Tudo já foi gravadinho e vamos ver o resultado no final desse mês :)

A Saudade
Nick aprovando os cobertores.
Eu nunca havia mudado de cidade e quando morava com a minha família, era uma pessoa relativamente caseira. Resumindo: nunca havia ficado longe deles mais do que uma semana. Então, quando decidi mudar de cidade, achei que eu iria morrer de saudades 24h por dia. 

Eu realmente imaginava, baseada no meu primeiro dia sozinha, que não ia conseguir parar de chorar por um segundo. Mas confesso que, depois que as aulas começaram e eu conheci pessoas, essa saudade se transformou em uma dorzinha que só aparece nos momentos de solidão.

Quando estou distraída (leia-se acompanhada de pessoas), geralmente fico tão imersa no presente que me esqueço de sentir isso, sabe? Então, se você passa ou vai passar um tempo longe de quem você gosta, o segredo é se ocupar.

Outra partezinha do Parque do Lago.





Bom, tá aí o que eu aprendi com a cidade (e com a mudança). Alguém aí já passou por isso também?


Até um próximo post!
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