quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Sobre Distâncias Necessárias

Publico algo na página do blog e vejo que 81 pessoas foram alcançadas. Desejo (silenciosamente) que você tenha sido uma delas. Posto uma foto qualquer no instagram e espero a sua curtida. Me pergunto se você pensa em mim com a mesma frequência com que eu me lembro de você. 

Eu sei que eu parei de falar contigo, mas é como o próprio John Mayer diz: "Às vezes você pede para alguém nunca mais te ligar e quando o telefone toca, você espera que seja a pessoa te ligando". 

O que eu posso fazer se ter contato contigo traz muitas coisas boas, mas também muitas ruins? Saber como está a sua vida dói e não saber de nada também não é prazeroso. Talvez eu esteja apegada ao sentimento da tua companhia e não a você. 

Mas só esse "talvez" já me mata. Aos poucos. Principalmente quando vejo algo que me lembra das nossas conversas ou quando chega aquela hora da madrugada em que geralmente todo mundo sai ou dorme. 

Eu sou completamente confusa emocionalmente e a tua presença só traz mais caos pra minha vida. É ruim quando o problema não são as pessoas, mas sim nós mesmos. 

Estou aproveitando essa distância física e emocional pra ficar longe de todo tipo de sentimento. Faz tempo que o meu coração não tem descanso e acredito que ele mereça uma folga. 

Enquanto os dias vão passando, eu vou esquecendo e mudando. Apagando cada vestígio de que você realmente esteve por "perto" quando eu estava tão longe. Tento fugir cada vez mais do passado e procuro entender mais quem eu sou agora. 

Por mais que seja tão complicado quanto não morrer de primeira no flappy bird (eu era péssima nesse jogo), eu tô tentando. Só me faz um favor, se você está pensando em aparecer, não o faça. Eu estou melhorando agora, então só me dá mais tempo. 

Eu sei que eu consigo ficar bem, mas vai demorar mais um pouquinho. Talvez daqui a alguns textos escritos, livros lidos e músicas encontradas, a gente possa se falar sem que eu quebre por dentro.

Só espero que esse dia esteja na esquina mais próxima, porque eu tô andando a minha vida (e gastando os meus créditos com o google maps) em busca dela. 

- Escrito e vivido em setembro.

Texto: Carol Chagas

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O Mundo Tem Todo o Nosso Tempo

Faz um tempinho que eu não clico na aba de "nova postagem". Faz um tempinho que eu não faço muitas coisas. Algumas delas me faziam bem, outras nem tanto assim. Descobri que o ano voou. Como sempre.

E que, apesar de tantas coisas terem acontecido nos últimos 12 meses, ainda sinto como se o tempo tivesse escorregado dos meus dedos magros e compridos. Não estou satisfeita com ele (acho que ninguém está, não é mesmo?). 

Apesar de eu ter vivido tantas coisas legais nos últimos tempos e sei lá, ter crescido tanto, ainda falta algo. Faltou algo. Eu não sei o que é, nem onde eu encontro esse negócio ou até mesmo se ele existe. Só sei que esse bagulho tá fazendo falta. 

Eu sou uma pessoa feliz, tenho quase certeza disso. Mas não o tipo de feliz que sempre posta uma foto bonitinha nas redes sociais (apesar de eu ter feito isso nas últimas 2 semanas, ops) ou que sempre tá de bem com a vida (apesar de eu frequentemente ser vista sorrindo). 

O lance é que tem um vazio aqui dentro. O tipo de vazio que não se explica, se sente. E é difícil descrevê-lo, porque só quem o possui, sabe do que eu tô falando. Quando eu me distraio, eu não o sinto. Mas quando a solidão bate na porta, é como se, ignorar sua existência fosse impossível. 

Sobre a solidão, eu não me refiro ao estado físico de se estar sozinha, mas sim sobre o fato de me sentir só. Existem vezes em que eu estou sozinha e não me sinto dessa forma, assim como o vice-versa também acontece. 

De vez em quando, eu só tenho a sensação de que eu preciso de tempo. Em um mundo onde as coisas acontecem mais rápido do que a nossa olhada frenética pela timeline, é extremamente difícil ter um momento de paz genuína. 

Talvez este seja o negócio que eu tenho procurado. Pode ser que este seja o lance que tá faltando aqui dentro. Eu já sei de cor que o mundo não para pra ninguém e todo aquele blá blá blá de que a gente não pode parar um segundo, se não vamos perder algo extremamente importante (que no fim, nem é tão relevante assim). 

Mas às vezes, a gente só precisa de tempo. Pra se entender, pra observar a cor incrível que o céu está usando hoje, pra viver. Por mais que a gente insista que não existe tempo pra isso, precisamos arranjar alguns segundos, minutos ou até mesmo horas. 

A gente precisa fazer esse esforço para encontrar o que tanto procuramos e evitar que o vazio dentro de nós mesmos se torne maior do que a nossa própria alma. 

Às vezes a gente o encontra numa caminhada qualquer quando paramos pra pensar na vida ou quando fazemos algo completamente diferente do que já fizemos. O lance é que precisamos tentar. É a nossa melhor alternativa.

Foto: Rhuann Taques
Texto: Carol Chagas

Follow my blog with Bloglovin
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...