sexta-feira, 13 de março de 2015

Série: Finding Carter

Não sei vocês, mas estou meio in love com as séries da MTV. Nos últimos anos, o canal tem produzido uma levada muito boa de histórias inovadoras em relação ás de outras emissoras. Como é o caso de Finding Carter. 

Nela, Carter, uma adolescente de 16 anos, descobre que sua mãe não é sua mãe de verdade, mas sim sua sequestradora. Ela foi roubada de sua família quando tinha 3 anos de idade e, desde então, sua família procura por ela. 

Além de uma mãe nova, Carter ganha um pai, um irmão caçula e uma irmã gêmea. Enquanto tenta se adaptar a sua nova família, ela procura sua mãe sequestradora.
Confesso que desde o começo, achei a série muito criativa. É uma perspectiva diferente de se olhar para uma situação que sempre ouvimos falar na tv. Ninguém conta o que acontece depois de se achar uma criança sequestrada. 

E Finding Carter fala muito desse ponto, já que a garota foi criada por sua sequestradora, ou seja, a ama. E por ter sido levada muito nova, nem se lembra de sua família verdadeira.
Além disso, é bacana ver como a filha perdida precisa criar uma conexão com seus pais e irmãos. Eu terminei a primeira temporada semana passada e, quase não pude reconhecer a relação dos personagens com a do episódio piloto. 

É interessante ver como as reviravoltas mudam a maneira deles agirem uns com os outros. Até mesmo nós, ao longo da série, mudamos a maneira que vemos os personagens. Nem todos são o que parecem ser. 
A série não apresenta efeitos especiais, já que se passa no mundo real. Porém, isso não impediu que os produtores fizessem uma das aberturas mais legais que eu já vi. O efeito do mundo virado de cabeça pra baixo e a música fazem uma perfeita menção á vida da Carter.

Falando em música, a MTV arrasou nesse quesito. Bandas incríveis aparecem em cada episódio e a que mais se destaca é a Misterwives (banda da música de abertura). 

Outro detalhe interessante da série é que, a cada vez que toca uma música, o nome dela e o de quem canta aparece bem na sua tela (não sei se isso acontece com outras séries da MTV). O que facilita a nossa vida ao procurarmos para ouvi-la (: 
Quanto a atuação, alguns atores são bem experientes e dão conta do recado, enquanto que uma parte dos novatos deixa a desejar. Mesmo com 12 episódios (um tempo considerável para o ator entrar dentro de um personagem), algumas cenas perdem o brilho que mereciam por causa da falta de expressão de alguns atores. Mas é claro que também existem aqueles que se destacam e roubam a cena na história.  
Outra coisa que me incomodou um pouco, foi o fato dos escritores quererem enfiar um romance goela abaixo na galera. Todo mundo sabe que alguns atores têm química, outros não. Alguns casais surgiram espontaneamente, de uma forma bem natural. 

Outros não faziam o menor sentido e a sensação foi de que os criadores queriam que houvesse uma torcida por eles, para que a série alavancasse. Enfim, achei forçado, a trama não precisa disso.
A história em si é muito boa, é legal a maneira que eles exploram as diferentes perspectivas de uma situação. Porém é preciso tomar muito cuidado para que ninguém a distorça e a desenvolva pensando unicamente na audiência. 

O final da primeira temporada foi recheado de reviravoltas e desfechos legais. Espero que a segunda temporada supere as expectativas em 31 de Março. 
Um grande PS sobre a personagem principal: a Carter é sensacional. A mais complexa da série. Rebelde, esperta, perdida. Ela é o caos em forma de adolescente. Fazia tempo que eu não via uma personalidade tão autêntica em séries.

Abaixo o trailer da série, infelizmente sem legenda :/
Espero que vocês consigam ver a série :)

Até um próximo post!

Fotos e gif: Google Imagens, Print e We Heart It

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