segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre estar perdido

Quem somos agora e quem deixaremos de ser quando morrermos são pessoas completamente diferentes. Existe um grande intervalo entre esses dois estados, que é repleto de erros, transformações e crises existenciais. 

O que fazemos, pensamos ou dizemos em vida não nos definem, pelo menos não por muito tempo, pelo simples fato de sempre existir algo que ocorre depois disso. 

Sempre podemos nos arrepender daquilo que nos definiu algum dia (seja em vida ou em morte), reformular alguma ideia que já fez todo o sentido em nossa mente (mas que agora não se encaixa mais em nossos pensamentos) ou até mesmo mudar a maneira com que reagimos a uma situação.

É lógico que não dá para voltar no tempo (por mais que os filmes de Ficção Científica nos iludam quanto a isso) e desfazer uma ação (ao estilo de Ctrl + Z), mas dá sim para olhar para dentro de nós mesmos e identificar aquilo que somos ou que queremos ser.

Uma certa música diz que todos nós somos como estrelas perdidas e, talvez ela não esteja errada. Não estamos todos perdidos? Desconheço alguém que saiba para onde está indo ou melhor, de onde veio. 

Eu sempre me senti perdida, mas o que mais aflora este sentimento é o fato de precisar escolher. As opções deveriam nos ajudar e não nos paralisar mediante uma decisão. Elas sempre me fazem questionar tudo o que eu acredito e tudo o que eu acho que sei sobre mim.

Porém me sinto mais aliviada ao perceber que não sou a única, muita gente também se perde ao tentar encontrar o seu caminho (ou destino, entenda como quiser), o que me dá uma certa esperança. 

Dizem que os dias mais importantes da sua vida são: o dia em que você nasce e o dia que você descobre o porquê de ter nascido (como diria Mark Twain). 

Eu tenho a tendência de acreditar em verdades mascaradas em frases, mas para falar a verdade, não tenho mais tanta certeza. Não sei se ela é verdadeira ou se eu acredito nela, só sei que ainda não descobri o meu motivo, talvez o segundo dia mais importante da minha vida ainda não tenha chegado e acreditar nisso traz uma incerteza, me faz duvidar de que algum dia ele chegará.

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It

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