Pular para o conteúdo principal

Não peça para eu me importar.

"Para onde foi o tempo?" é o que eu mais tenho me perguntado. Nunca fui uma pessoa altamente produtiva, mas ultimamente tem sido mais cansativo que o normal realizar obrigações. Tô tão exausta fisicamente e psicologicamente que apenas tenho vontade de existir. 

O outono faz com que minha cama pareça mais convidativa do que o normal e o hábito de ver séries que eu havia deixado de lado no ano passado me encontrou agora. Tem tanta ideia que eu tenho e queria colocar em prática, mas a distância entre o pensamento e a ação parece ter duplicado de tamanho

O ato mais simples de levar o lixo para fora da casa já me faz revirar os olhos e procrastiná-lo até que eu me esqueça que ele existe. Eu sei que é uma fase, mas quando eu me sentia assim, procurava passar o menor tempo possível dentro de casa. Mas agora as ruas não são mais as mesmas. 

Na verdade, elas continuam iguaizinhas. Eu que perdi a confiança em mim mesma. Tenho vontade de deitar no meio fio durante a noite, apenas pelo prazer de observar as estrelas que sempre foram tão minhas. Mas preciso me contentar em observá-las pela janela, deitada na cama que ora me conforta, ora me aprisiona. 

Me falta energia até mesmo para pensar. É quase como se um limbo tivesse sido criado especialmente pra mim e eu não soubesse como sair dele. Minha versão em outra fase diria "é só sair da cama e fazer algo útil ué", mas a de agora apenas não liga. 

Talvez isso seja um reflexo do meu interior, no momento ele não sente nada. No mês passado, quase diria que amava um ser humaninho pra lá de especial, mas agora é como se essas palavras não fizessem mais sentido. A vontade de estar perto de quem tá tão longe foi substituída pela necessidade de ficar sozinha. 

O tempo nublado parece colaborar com essa perspectiva. Esse céu sem cor faz sentido. Os arco-íris que se espalhavam pela casa também foram embora. E de certa forma, eu também.

Texto e foto: Carol Chagas


Comentários

  1. "...que apenas tenho vontade de existir."
    Só posso dizer que eu entendo. E desejo o melhor para você.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Pode comentar que eu não mordo :P

Postagens mais visitadas deste blog

Os Signos dos Cantores

Música é uma das melhores coisas da minha vida e acredito que na de muita gente também. Ela está presente em diversos lugares e nas mais diversas línguas, mas na última semana ela está ainda mais em evidência aqui no Brasil. Sim, estou falando do Rock in Rio ♥ 
Inspirada nessa vibe musical, decidi fazer um post sobre os cantores, mas de um jeitinho diferente. Quem me conhece, sabe que eu amo astrologia e, geralmente, acho alguma semelhança entre pessoas do mesmo signo. 
Então, para celebrar a minha mania de procurar o aniversário dos cantores, resolvi reunir muitos deles em um post :) Lembrando que podem existir diferenças nos perfis que eu descrevi, dependendo do ascendente e da posição das casas, okay? Agora vai lá, ler :P
Áries
Os arianos são conhecidos por iniciar, colocar em prática coisas que ainda não foram realizadas. E que, por esse motivo, sempre são lembrados por seus feitos. 

Áries é o tempo de começos e isso fica ainda mais evidente ao observarmos os exemplos de cantores do si…

A Verdade Sobre os Desenhos

Como qualquer criança normal, eu passei minha infância assistindo desenhos (ainda assisto haha). Só que quando a gente cresce, passa prestar mais atenção ainda neles. Outro dia, eu descobri alguns significados ocultos de um desenho que eu assistia, e resolvi pesquisar MAIS sobre outros. Veja abaixo.

7 Monstrinhos O desenho era exibido na Tv Cultura. E quem era fã mesmo, tinha até a música de abertura decorada hehe. Tudo muito lindo, mas e se eu te dissesse que ele era uma crítica contra o nazismo? Isso mesmo. De acordo com algumas teorias, os 7 monstrinhos representariam a visão dos alemães sobre os judeus. 

Eles eram vistos como monstros, possuíam o nariz bem grande, e olha só que coincidência: No campo de concentração, eram identificados por Números. Um dos personagens usava um pijama listrado bem idêntico ao uniforme que os judeus que eram presos tinham que usar, e eles também moravam no sótão (local onde os judeus se escondiam). 
Bob Esponja Para o nosso querido Bob Calça Quadrada, tem…

Você sabe o que é Guilty Pleasure?

Há alguns anos atrás, vi a seguinte expressão em uma série (tá, foi em Glee): Guilty Pleasure. A tradução livre explica que ela se refere a algo que você gosta, mas que não é considerada como algo legal/bacana na sociedade, fazendo com que você se sinta meio culpado/envergonhado por isso. 

Confesso que eu sou a rainha do Guilty Pleasure, gosto de tanta coisa que é considerada boba, que olha, a lista é grande. Desde cantores pop a séries consideradas ruins. O legal de esconder esses gostos da maioria das pessoas é encontrar gente que te entenda (te aceite haha) e que compartilhe a mesma paixãozinha secreta com você. 

E olha, quando isso acontece, é extremamente libertador poder ouvir (sem vergonha) aquela música que todo mundo zoa :) Pensando nisso tudo, resolvi fazer uma lista de coisas que se encaixam nessa expressão e assumir (nem que seja aqui no blog) algumas delas. Quem sabe um dia eu não assumo na vida real também? haha.
Musicais
Desde a primeira vez que assisti a um musical (foi Hi…

(Nó)s.

Nunca escrevi sobre nós.

Já escrevi sobre você. E infinitas vezes sobre mim mesma quando te pensava como escolha certa. 

Mas nunca senti segurança o suficiente pra escrever sobre o que deixamos de ter. Você me plantou dúvidas desde o início e eu acabei nunca acreditando em nada que pudesse surgir dali. Passei tempos desconsiderando o que eu sentia. Mandando o frio na barriga calar a boca e o sorriso que involuntariamente aparecia quando você chegava ir embora. 

De meses em meses, nos conhecíamos de volta. Mas sempre fiz questão de me lembrar que só éramos troca naquele momento. Eu repetia pra mim mesma e para quem perguntasse "somos apenas amigos". Mas hoje confesso, no fundo nunca foi assim pra mim. 

Você sempre foi possibilidade. Eu costumava achar que era o timing, hoje vejo que é a gente mesmo. Somos opostos complementares e eu não tô falando de signo. Pela primeira vez, tô falando de você e de mim, num mesmo texto. 

Na minha cabeça, nós somos espelhos um do outro. Você não …

Trilha Sonora: Simplesmente Acontece

Não sei se vocês perceberam, mas eu meio que amei o filme Love, Rosie (Sim, prefiro o título original). Mesmo já tendo feito um post sobre ele, não pude deixar de comentar a Trilha Sonora. 
A história se passa durante muitos anos e a música evolui com ela. Nem preciso dizer que achei esse fato fantástico. Além disso, os nomes variam entre artistas famosos como Beyoncé a outros não tão conhecidos assim, mas incríveis igualmente. 
Ah, tem até composição instrumental, que super combina com os momentos das cenas. Resolvi escolher as minhas favoritas e colocar aí embaixo para vocês ouvirem e amarem tanto quanto eu estou amando (: 

Algumas delas você só vai gostar mesmo se assistir o filme haha (já falei como é bom lembrar de uma cena ao ouvir uma música). 

Lily Allen - Littlest Things
Elliott Smith - Son of Sam

Lily Allen - Fuck You

Kodaline - High Hopes
KT Tunstall - Suddenly I See
Beyoncé - Crazy in Love Gilbert O' Sullivan - Alone Again (Naturally)
Mimi & The Mad Noise Factory - Get Me Bac…

Quero falar com você.

"Entrei apressada pela entrada. Como se eu tivesse algo importante a fazer. Nem fiquei procurando por ninguém, já que eu nem conseguiria achar com essa linda miopia que eu tenho."
- Primeiro dia de Faculdade (28, Janeiro, 2014).

Hoje, 28 de janeiro, faz 5 anos que escrevi esse post acima e criei o "Fases de Alice". Na época, eu tinha 17 anos e acabara de entrar no curso de Comércio Exterior. Eu já havia tido - e abandonado - dois blogs, então confesso que eu achei que o mesmo fosse acontecer com esse aqui.
De lá pra cá, tanta coisa mudou. Tranquei a faculdade, mudei de curso - Publicidade o/ - e de cidade/estado. Mas uma continua a mesma: de tempos em tempos eu volto pra cá. Criei o blog pra tentar me entender, como uma espécie de terapia pública. E o efeito continua dando certo.
Cada um tem sua válvula de escape. Um lugar onde é bom despejar o que a gente sente, pensa e se é naquele momento. A escrita tem sido a minha forma de lidar com tudo há anos. E o blog me ajudo…

rabiscos sobre o que já fui.

Lembro-me de quando eu era criança e fazia inverno e eu usava meias para dar qualquer passo dentro de casa. às vezes, meus pais erravam a mão no detergente quando lavavam a sala e, não importa o quanto eles encharcassem o chão pra compensar, tudo ficava lisinho lisinho por pelo menos três dias. e eu fazia a festa. 
chegava da casa da minha vó, arrancava fora os tênis como quem solta o cabelo depois de ficar o dia todo preso. e deslizava por aquele chão. ligava a tv. e via qualquer coisa que eu gostasse enquanto patinava no gelo e me sentia rápida, habilidosa no piso. meus pulos eram saltos triplos. 
a sala, lisa ou não, costumava ser meu palco. ali eu dava shows, recriava cenas de séries e filmes que eu gostava, ensaiava vidas que eu imaginava viver algum dia. criava cabanas e fazia rapel ao enrolar a rede de diferentes jeitos no gancho da pequena sacada. lambia o prato ao fim de um miojo, só porque eu era apaixonada por queijo ralado e não tinha como desperdiçar. 
comia brigadeiro de co…

Sobre Ross e Rachel estarem (ou não) dando um tempo.

Quando comenta-se sobre as cenas mais emotivas de Friends, o término de Ross e Rachel, conhecido por roubar lágrimas do público, dispara na frente de qualquer lista sobre momentos da série.
O relacionamento do casal foi esperado por temporadas e, quando de fato acontece, temos a chance de curtir a história deles sendo construída. De primeiras vezes a gestos românticos, ‘Ross e Rachel’ eram a expectativa do amor utópico que toda uma geração sonhava em encontrar. E até mesmo na terceira temporada, quando a relação passa a se tornar mais real e vemos os personagens descobrindo as imperfeições um do outro, é possível enxergar graça nesse laço que parece tão sólido.
Um processo catártico se inicia quando Rachel arruma um emprego de que gosta verdadeiramente. Quando ela resolve querer mais para si. Mesmo dentro de um relacionamento, aquele momento era dela, não do casal. Rachel vivia sua própria narrativa, como que acordando e relembrando o porquê de ter largado seu noivo no altar e não ter v…