quarta-feira, 20 de julho de 2016

A teimosia morre quando a gente cansa.

Não sou taurina, mas sempre me considerei uma pessoa teimosa. Quando alguma ideia surgia na minha cabeça, eu simplesmente não conseguia parar de pensar nela. Por mais que eu tentasse me distrair e deixar quieto, isso não saía do meu pensamento enquanto eu não fizesse algo sobre aquilo. 

E eu tenho sido desse jeitinho com tudo, seja com algum sonho maluco, com uma música que me conquista ou com pessoas que são especiais pra mim de alguma forma. 

Eu costumava achar essa minha obstinação bem prazerosa e produtiva, o que não deixa de ser verdade quando eu quero produzir um texto ou colocar algum projeto em prática. Mas quando esse excesso de foco aparece nos sentimentos, nunca dá certo. 

Sou daquelas que tenta uma, duas e até mil vezes se for preciso. Porque realmente acredito que sempre dá pra fazer diferente. Porém confesso que chega uma hora que cansa. É como assistir ao mesmo filme, só que cada vez com um tipo de legenda. 

Por mais que você veja uma diferença aqui e outra ali entre as línguas, o final é sempre o mesmo. Se for romance, vai rolar amorzinho. Se for comédia, vai ter risadinha. E se for drama, vai ter lágrima. Acho que não dá pra fugir muito do desfecho daquilo que não é pra gente. 

Por mais que eu teime que algo vai dar certo, essa insistência toda não é garantia de que vou ter o que quero. Nunca é, nunca vai ser. Gosto de pensar que essa minha teimosia é a responsável pelas melhores lições que eu poderia aprender.

Já que como eu sempre insisto muito em uma coisa, quando quebro a cara e me dou conta de que não há mais nada que eu possa fazer, acabo desencanando. Não é do dia pra noite, mas depois de algum tempo, eu consigo deixar quieto. 

E então, fico assim. Bem em paz. Quer dizer, até outra ideia surgir na minha cabeça e eu começar a insistir nela. Porque no fim do dia, não tenho muito como lutar contra essa persistência, já que ela faz parte de quem eu sou. Parei de pensar que essa característica me faz perder tempo e passei a vê-la como a causadora de todas as coisinhas que eu já conquistei nessa vida.

A gente pode até não conseguir mudar o final do nosso filme preferido, mas sempre podemos pular para o próximo título. Sendo ele do mesmo gênero ou de um tipo completamente diferente do que temos visto por aí. Já que a escolha (e a teimosia) é só nossa e de mais ninguém.   

Texto e Foto: Carol Chagas

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