domingo, 26 de junho de 2016

O Paradoxo da Solidão

Eu sempre gostei de ficar sozinha. Desde criança, eu dava mil pulinhos de alegria quando tinha a casa só pra mim. Isso significava ter algumas horas pra poder falar em voz alta, bater um papo cabeça com o meu cachorro e ouvir músicas constrangedoras no último volume (um bj ex-vizinhos). 

E se eu estivesse meio deprê, o choro também era liberado, já que ninguém ia perguntar o porquê de o meu rosto estar vermelho. Os meus momentos de solidão eram recheados de felicidade. 

Eu tinha o melhor dos dois mundos: podia ter algumas horinhas de solidão, mas também tinha aquela companhia marota nas horas solitárias não tão legais assim (leia-se domingo, o dia da semana em que todas as pessoas do universo não fazem nada). 

O irônico é que quando você começa a morar sozinha, esses momentos que eram tão incríveis deixam de ser especiais. Deixam, porque talvez acabem competindo com tarefas não tão agradáveis assim de serem feitas, mas que precisam ser resolvidas. E pasme: você está sozinho para dar conta delas. 

É claro que é ótimo fazer brigadeiro ás duas da manhã depois de passar horas jogando no computador ou limpar a casa de madrugada simplesmente porque você está afim. Isso tudo é bem bacana, não vou mentir.

Mas de vez em quando, bate um cansaço. Principalmente quando você tem vontade de escrever aquele textão sobre as várias coisas que está vivendo, mas não consegue sentar sossegada na cadeira porque logo vem a culpa. De não estar lendo os infinitos textos pra faculdade, lavando a roupa, a louça, limpando a casa ou arrumando a cama. 

É como se o meu coraçãozinho só quisesse desabafar um pouquinho sobre a vida, mas a cabeça não deixasse por achar que eu poderia estar fazendo algo mais útil com meu tempo. Acho que essa falta de paz causada pelo meu monstrinho é a responsável pelas minhas noites mal dormidas.

Tenho dormido tarde (pq convenhamos, não consigo sentir sono cedo) e acordado cedo, culpada por não ter feito tudo que eu precisava fazer no dia anterior. E esse estranho ciclo (cuja existência só me dei conta agora ao escrever esse texto) que tem sido a minha vida nos últimos tempos. 

Apesar desse mini desabafo (que talvez nem devesse estar no blog, mas sim em uma agenda qualquer), eu gosto de morar sozinha. Os domingos são difíceis? Bastante. Ás vezes dá vontade de ir pra casa de alguém só pra não olhar pra minha bagunça? Sim, o tempo todo. 

Mas tentar me manter viva, alimentada e em uma casa arrumada tem me feito crescer. Me organizar entre tarefas domésticas, estudar, sair e me dedicar a projetos na faculdade faz com que eu me sinta desafiada o tempo todo. Nele, eu fico presa num jogo de tabuleiro que dura 24h e tenho como objetivo fazer o tempo render ao máximo. 

E olha, por mais que de vez em quando eu tenha vontade de trocar GTA por esse jogo da vida, confesso que tenho amado cada partida.

Texto e Foto: Carol Chagas

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domingo, 19 de junho de 2016

Não tenha medo de escolhas, faça a sua.

É engraçado como ás vezes tentamos nos definir com palavras, quando na verdade somos uma bagunça de sentimentos que nunca poderá ser descrita com perfeição. A gente tenta racionalizar as coisas, fazer listas e classificar tudo como se a nossa vida fosse exata. Mas não é bem assim que funciona.

Acredito que cada alma tenha seu próprio caminho a percorrer. Até podemos esbarrar em alguma rota alheia, mas em algum momento, precisamos nos deparar com o nosso próprio destino. A verdade nua e crua é que viemos sozinhos para este mundo e sairemos dele da mesma forma.

É claro que podemos dividir nossos momentos com a família, amigos e desconhecidos. Mas a questão é que a vida é como se fosse um carro, onde nós somos os motoristas (meio autoajuda, eu sei). O resto das pessoas que conhecemos são apenas caronas neste veículo. 

No fim das contas, quem decide o nosso melhor somos nós mesmos. Podemos ouvir conselhos, opiniões e broncas. Mas o poder de escolha é só nosso. Se queremos perder tempo, não há nada que alguém possa fazer para mudar isso. 

Não importa se é o “certo” a se fazer ou um dos maiores erros que poderíamos cometer. A questão é que temos o direito de errar e aprender com isso depois.

Muitas vezes tentamos nos colocar no lugar de outra pessoa e falsamente achamos que entendemos a perspectiva dela. Mas isso não é possível. Você não tem as mesmas experiências, nem os mesmos sonhos que ela. Se nem nós sabemos o que é certo para nós mesmos, como outra pessoa que mal nos conhece será capaz de saber?

A vida é uma sequência de incertezas. Porém mesmo que a gente tenha uma tonelada de dúvidas, precisamos fazer algo. Se aquilo será um acerto ou um engano, cabe a você descobrir mais tarde. O que não podemos é fugir para o seriado mais próximo a fim de evitarmos decisões. 

Talvez a gente precise parar de se importar (nem que seja um pouquinho) em como as nossas escolhas irão fazer com que as outras pessoas se sintam. É saudável ser um tanto egoísta e aprender a dizer não para o que você sabe que não irá te levar a lugar algum. Você, meu caro leitor, e eu somos diferentes. 

Podemos até gostar dos mesmos filmes ou do mesmo tipo de música, mas no fim do dia, eu estou apenas pegando uma carona no seu carro e vice-versa. Acho que se a gente começasse a entender o quanto somos insignificantes na vida uns dos outros, mandaríamos metade dos nossos problemas á merda. 

Eu ainda não tirei carta, então não sei fazer analogias com carros mais elaboradas do que esta acima. Mas de uma coisa tenho certeza: não se para um veículo por muito tempo em estradas. É perigoso e só atrasa a vida. A sua e a de quem mais estiver contigo. Se o seu destino está logo ali, por que parar no acostamento? 

Se for uma escolha sua, sem problemas. Mas se esse atraso é obra do conselho ou opinião de alguém, cai fora. Foge desse beco com saída logo, antes que acabe a sua gasolina. Talvez seja difícil e doa mais do que eu ou outra pessoa possa entender. 

Mas tenta aumentar a sua velocidade e o volume do seu som pra ver se ajuda. Só escolhe uma direção e vai. Sem olhar pra trás.

Texto: Carol Chagas
Foto: We Heart It

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Covers Melhores que Músicas Originais II

Quem me conhece, sabe que eu sou chegada num cover. Uma das minhas maiores paixões na vida é encontrar musiquinhas no youtube. E quando eu me encanto com um vídeo, haja dedo pra tanto replay que eu dou ♥

No final do ano passado, fiz um post parecido com esse aqui (por isso o "II" no título do post). E desde que o postei, passei a colecionar coverzinhos que me conquistassem. Então, tá aqui. Espero que vocês gostem :)

Bridgit Mendler - I Was a Fool

Bethan Horton - Somebody to You

Drew Ryniewicz - Kiss Me

Leighton Meester feat. Dana Williams - Dreams

Ariana Grande - Vienna

Taylor Swift - Drops of Jupiter

Mariana Nolasco - Ela só quer paz

Ed Sheeran - Wonderwall


E aí me conta, qual é o seu favorito? 

Até um próximo post!

Foto: We Heart It

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sábado, 4 de junho de 2016

Awesome do Mês: Maio

Maio foi um mês doce. Literalmente. O frio chegou pra ficar aqui em Guarapuava e eu lutei (em vão) contra todas as minhas forças  pra não fazer brigadeiro toda semana. Mas foi difícil. Agora é junho e as temperaturas continuam baixas, mas eu espero ter mais controle sobre o que a minha gula insiste em comer. 

Na faculdade, os trabalhos e as provas começaram a surgir. E cada um que aparece só faz com que eu tenha ainda mais certeza de que estou no curso certo. Na aula de 'Arte e Estética', foi passado um trabalho onde cada grupo precisava: escolher uma música internacional dos anos 70/80, escrever uma nova letra pra ela e cantar em português e cantar a mesma num dia X pra todo mundo. 

Meu grupo escolheu "Don't Stop Believing" do Journey (aquela música-tema de glee, sabe?) e escreveu sobre a mudança de cidade. Além de cantarmos, acabei também fazendo um vídeo (com filmagens de Guarapuava e das pessoas da minha sala) pra passar durante a apresentação. 

O resultado ficou tão legal, que acabei postando lá no youtube. Então, se você quiser ver, é só clicar aqui. E confesso que comecei a me jogar mais nesses projetos filmográficos (tá certo isso? hehe). 

Como expliquei aqui, decidi filmar 1 segundo por dia da minha vida e depois juntar esses segundinhos no final do mês pra ver como fica. O de Maio ficou curtinho, mas já foi postado aqui ;)

De 16 a 20 desse mês, conferi uma mostra de cinema na faculdade sobre o Orson Welles ♥ Prometo que depois que eu organizar minhas ideias, vai ter post sobre isso! 

Bom, aqui no blog: fiz uma crônica sobre morar sozinha e cozinhar meu próprio miojo, postei a Awesome de Abril, participei da TAG 101 Coisas em 1001 dias ao fazer minha listinha e compartilhei minha playlist de viagem com vocês ♥ 

Depois desse gigante textão, vocês podem conferir o resto do post :)          

Links
Foto: We Heart It
Namore um cara que apoie suas viagens
Um segundo por dia - porque todos eles importam!
A assustadora história dos homens de preto
E se você contasse seus fracassos e não só as vitórias?
Alguém viu meu amor por aí?
Amores Urbanos e Solidão
Desafio Feliz com a Vida
Físicos chocam o mundo ao afirmarem que nossos pensamentos afetam o mundo físico


Youtube
Foto: We Heart It
Conselhos 5#: ROMANTISMO
Livros de Youtubers - Desabafo
Programa do JÔ: Entrevista com Alessandra Maestrini (A BOZENA!)
Aprende a Respeitar
Estupro Coletivo e Johnny Depp Agredindo a Mulher, Calma!!!
Monstros do Cinema
Pathy dos Reis: Meus Livros Favoritos
Bis: Susto - Feito para Dividir
Segurança financeira ou Felicidade? (feat. Christian Figueiredo)
#5 Filmes com Carol Moreira
Youtuber é Profissão?
A Impassível Passagem do Tempo
O dia que fiz um teste de gravidez
TOP 10: Séries Formadoras de Caráter



Sandy feat. Tiago Iorc - Me Espera
Ouvi "Me Espera" no comecinho de Maio, mas só fiquei viciada pra valer nela agora. A letra da música é linda, assim como a letra. E é incrível ver como as vozes dos dois cantores combinaram

Nem parecia que essa era a primeira música que eles gravavam juntos. Além disso, um super destaque para o clipe. Delicado, sutil e cheio de símbolos em relação a canção. Enfim, amei ♥

Thirty Seconds to Mars - City of Angels
Não vou mentir, já fui completamente viciada no álbum "This is War" (2009) do Thirty Seconds to Mars. O que eu não sabia (muito desinformada, eu sei) é que a banda havia lançado outro álbum depois desse (LOVE LUST FAITH + DREAMS) em 2013. 

Eu passei os últimos anos carente de músicas novas, enquanto todo mundo ouvia o que os caras lançavam. De verdade, eu não sei em qual mundinho eu estava. Agora imaginem minha surpresa quando encontrei no Spotify um cd novo para ser feliz! A minha favorita do momento é sem dúvidas a "City of Angels"

Me identifiquei com a letra e achei o clipe maravilhoso. Mas o que me deixou impressionada mesmo foi esse lyric. É pra mim, o mais incrível que eu já vi. Como sou muito fã de pôr-do-sol, então não consegui não dar play várias vezes seguidas. 

Obrigada Thirty Seconds, prometo ser mais antenada no próximo álbum que for lançado ;)

Família Madá part. Cacife Clandestino - Sol
Em Maio, fui numa festa que só tocava Rap (AH, teve até batalha de rappers! ♥) . Não conheço muito o estilo, então não sou capaz de opinar :P Porém em meio a tantas músicas que ouvi do gênero, a "Sol" da Família Madá foi a minha favorita. 

Gostei tanto que parei na mesma hora e perguntei o nome da música e do artista. Acho que foi o ritmo good vibes dela que me conquistou. Dá vontade de correr pra praia (lago agora no meu caso) mais próxima pra curtir a melodia.

Nando Reis e Ana Cañas - Pra você guardei o amor
Estava vagando pelo blog Depois dos Quinze, quando encontrei essa indicação maravilhosa! Nunca havia ouvido essa música e me senti eternamente grata por conhecê-la. A letra é linda, mas não é só isso. Acho que as vozes dos dois cantores dão a "Pra você guardei o amor" um ar de infinito

Sabe quando parece que uma canção não tem fim? Mas no bom sentido. A impressão que dá é de que ela é como a vida, está em constante transformação e movimento. Tá, parei. Pode já ir dando um play!  

Dubbi
Foto: Print do Site
Eu adoro viajar e também escrever sobre as minhas viagens. Além de manter a experiência viva dentro de mim, também sinto que me atento mais aos detalhes de tudo. Foi por esse motivo que surtei quando encontrei o site Dubbi. 

Ele nada mais é do que uma rede colaborativa onde você pode contar dicas de um lugar que você já conheceu e, sendo assim, também descobrir mais (por meio da vivência de outras pessoas) sobre alguma cidade ou país que você quer visitar. Gostou? Para conhecê-lo, é só clicar aqui. Agora, é só preparar a grana pra viajar! 

O Baile dos Werneck
Foto: Carol Chagas (perdoem a qualidade da foto).
No feriado de Corpus Christi, peguei um busão e viajei 16h30 (geralmente não demora tanto) para visitar os meus pais em Praia Grande. Passei quatro dias (que voaram) na minha ex-terrinha e em um deles fui ao teatro ver O Baile dos Werneck. 

O show era gratuito, pois participava do Circuito Cultural Paulista. Fui esperando uma apresentação com músicas dos anos 80 (como a própria descrição falava), mas fui surpreendida por algo completamente diferente. 

Tudo foi muito interativo, sabe? Todos da banda realmente falavam com a plateia, tanto é, que havia horas em que eu ficava na dúvida se estava assistindo um show ou um stand-up. 

Além de cantarem muito bem, o grupo tinha muita desenvoltura nos palcos, o que fazia com que a plateia se sentisse infinitamente mais confortável. Ou desconfortável á princípio, já que todo mundo teve que levantar da cadeira e dançar com eles. Enfim, estão de parabéns! 

TVShow Time
Foto: Google Imagens
Não sei vocês, mas com tanta série que assisto, sempre me confundo em que episódio/temporada estou. Já tentei anotar em n lugares, mas sei lá, sempre me pego vendo um episódio repetido. 

Até que um amigo meu me recomendou o TVShow Time. O app permite que você atualize com a maior facilidade do mundo as suas séries. Enfim, tô usando e amando ♥ 

Felicity
Foto: Google Imagens
Quando assisti ao vídeo da Tatiana Feltrin em que ela indicava séries que haviam acompanhado ela durante sua adolescência, fiquei curiosa com a história de Felicity. Assisti um episódio e desde então, venho gostando muito da série. 

Nela, Felicity (a garota da foto que é título da série) acaba de ir para NY e começa a faculdade. Lá, ela precisará aprender a lidar com tudo que a "vida adulta" envolve. Vou fazer um post só sobre o seriado nas próximas semanas, mas já indico! :)


Mas e aí, gostaram de alguma indicação? Qual chamou mais a sua atenção? Me contem!

Até um próximo post!

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

1 segundo de cada vez.

A internet é uma coisa louca. Dias desses, estava visitando o blog Pequenos Monstros, quando me deparei com um post muito bacana. Nele, o Felipe Pacheco (um dos autores) explicava o projeto Um Segundo por Dia que ele havia visto durante uma palestra no TED de um cara chamado Cesar Kuriyama

O "One Second Everyday" (nome em inglês) consiste basicamente em filmar 1 segundinho da tua vida durante o tempo (dias, meses, anos) que você quiser. O propósito é valorizar todos os dias que você vive e não apenas aquelas datas "importantes" (leia-se aniversários, viagens, rolês) que geralmente estão acompanhadas de câmeras pra registrar tudo. 

Ao filmar 1 segundo do seu cotidiano diário, você guarda na memória do seu hd externo a lembrança dos dias que geralmente ninguém lembra por não serem tão "especiais" assim. Só que a sua vida inteira importa e não somente as datas com marca texto no calendário.  

E é justamente nesse ponto que o Felipe do Pequenos Monstros toca. Resumindo tudo: acabei gostando muito do projeto e resolvi fazer também! Tentei gravar todos os dias durante Maio, mas como acabei esquecendo várias vezes, o vídeo todo ficou curtinho. 

Mas tudo bem, o que importa é que eu comecei algo. Quem sabe em Junho eu não consigo os tão sonhados 30 segundos? ♥

PS: Pra quem tem preguiça de editar tudo (é nóis!), tem um app que junta todos os videozinhos. Pra baixar, é só clicar aqui.

O resultado de Maio você confere abaixo:


E aí o que vocês acharam? Convido todo mundo aí pra participar também! :)

Até um próximo post!

Foto: Rafaela Waithman

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